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| Caldas defende empreendedorismo para o mercado de TIC no DF |
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| 18-Sep-2007 | |
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A solução para o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Distrito Federal passa pelo empreendedorismo. A colocação foi feita hoje (18) pelo primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Ricardo Caldas, em palestra para professores e alunos do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB). Caldas explicou que o governo federal dispõe de mecanismo que incentivam o surgimento de novas empresas voltadas para o segmento de TIC. Um dos instrumentos é a Lei da Inovação, de dezembro de 2004, que permite destinar recursos a fundo perdido para pesquisa científica e tecnológica, com estímulo aos pesquisadores e aos investidores. Segundo Caldas, o governo lançou edital com a oferta de R$ 450 milhões aos projetos. No âmbito do GDF, equipe formada por especialistas de diversos setores vem preparando lei complementar de inovação para o DF. O auditório da Faculdade de Tecnologia da UnB recebeu professores, alunos e ex-alunos para a 8ª Semana do Departamento de Engenharia Elétrica. Até a próxima sexta-feira, especialistas estarão fazendo exposições sobre os seguintes temas: “A Engenharia Elétrica e a Indústria”, “O mercado de capitais”, “Comunicação Móvel de Dados Aplicada à Logística”, “Evolução do ambiente regulatório no setor elétrico brasileiro”, “A Brasiltelecom e a evolução das telecomunicações” e “O desenvolvimento da pesquisa na Microsoft”. Engenharia elétrica e a indústriaA série de palestra foi iniciada pelo empresário Ricardo Caldas. Ex-aluno da UnB, ele iniciou a exposição com um relato sobre a passagem pela universidade e pelo setor privado. Em seguida, Caldas apresentou as ações da Fibra para promover o desenvolvimento industrial do DF. Um dos pontos destacados é o Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI-DF) lançado pela Fibra em 2006 com o objetivo de elevar a participação do PIB industrial de 7,6% para 14,1%. “O PDI prevê a superação de 12 desafios estratégicos, a partir da execução de 52 ações. Ele contempla uma visão de presente e uma visão de futuro”, afirmou Caldas. O primeiro vice-presidente da Fibra explicou que o DF possui atualmente 79 mil empresas numa área de influência de cem municípios. Caldas destacou também que o setor privado corresponde atualmente por 40% do PIB do DF, que é de R$ 39,3 bilhões. Um dos maiores problemas é a elevada taxa de desemprego. Dados mais recentes indicam que 234 mil pessoas estão sem emprego na capital federal. Caldas apresentou também o cenário atual marcado pelo ambiente de negócios não adequado à competitividade, como por exemplo, a elevada carga tributária, a burocracia, a falta de financiamento adequado, concorrência de empreendimentos informais e a rigidez das leis trabalhistas. Além disso, o empresário apontou também as desvantagens das empresas do DF com os principais estados, como a falta de economia de escala, distância das fontes de matéria-prima, distância dos fornecedores de insumos industriais, escassez de recursos naturais na região, falta de integração da cadeia de suprimentos, excessiva regulamentação para ocupação do solo e baixa inserção no mercado externo. Para superar os obstáculos, dentro da visão de futuro para a indústria local, há um conjunto de ações que passa pelo aumento de 20% na quantidade de indústrias, diminuição da informalidade na atividade industrial, aumento do porte das empresas e aumento médio da produtividade. O projeto também prevê a consolidação das atividades industrias nas Áreas de Desenvolvimento Econômico (ADEs). Com isso, segundo Caldas, será possível assegurar a geração de mais cem mil empregos diretos. O segmento de TIC do DF apresenta “boas oportunidades” para o mercado profissional do setor de Engenharia Elétrica. As 2.546 empresas instaladas em Brasília empregam 23.862 pessoas com faturamento anual de R$ 2 bilhões. O maior mercado consumidor é o governo federal que já gastou US$ 15 bilhões, sendo que US$ 10 bilhões foram demandados a partir do DF. As oportunidades envolvem as atividades básicas, como montagem e manutenção de hardware, desenvolvimento de software e representação de indústrias de equipamentos para informática, como os serviços conexos de consultoria, projetos, suporte e manutenção. Caldas apresentou também o Parque Capital Digital, um pólo especializado em PIC que abrigará duas mil empresas, tem previsão de oferecer 30 mil empregos diretos e receber investimentos de cerca de R$ 4 bilhões. “O nosso objetivo é trazer um grande número de empresas para o Parque Capital Digital”, afirmou Caldas. Até a próxima sexta-feira ocorrerão palestras proferidas por Fábio Pinheiro, do Banco UBS-Pactual; Márcio Toscano, diretor comercial da Autotrac; Roberto Pinto Martins, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações; José Mário Abdo, diretor da Abdo, Ellery & Associados; Francisco Aurélio Santiago, vice-presidente da BrasilTelecom; Henrique Malvar, diretor-geral de Pesquisa da Microsoft; e, Pedro Parente, vice-presidente da RBS. |
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