Caldas defende aumento da participação do Brasil no comércio externo
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23-Apr-2008

O primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Ricardo Caldas, defendeu hoje (23/4) o aumento da participação do Brasil no comércio externo. Caldas proferiu palestra no Fórum TIC Governo Edição 2008, realizado no Hotel Brasília Alvorada, que teve como tema “Cooperação Internacional na Era do Conhecimento”.  “O Brasil, mesmo sendo uma das maiores economias do mundo, ainda tem uma baixa corrente de comércio”, disse Caldas.

Ele citou como exemplo a Alemanha, país que figura no ranking dos maiores exportadores mundiais,  como modelo a ser buscado pelo governo brasileiro. O primeiro vice-presidente da Fibra afirmou que é necessário intensificar tratados de cooperação e equacionar problemas que entravam o desenvolvimento do comércio externo. Caldas expôs também o trabalho que vem sendo feito pelas entidades do Sistema Indústria – CNI, Fibra, SESI, SENAI e IEL – “em prol da cooperação internacional”.

“Citei as missões ao exterior, que têm se intensificado nos últimos meses, como forma de buscar ampliar a corrente comercial brasileira”, destacou o primeiro vice-presidente.

Fórum TIC Governo

O Fórum TIC Aplicado a Governos é iniciativa da Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações do Distrito Federal (SUCESU-DF). Caldas iniciou a palestra apresentando o histórico da cooperação internacional. Citou a Liga das Nações formada em 1919, como “instrumento de manutenção da paz e da segurança”, enfocou o Pós-II Guerra Mundial até as ações ocorridas no final do século 20 voltadas para resolução de conflitos, epidemias, desenvolvimento científico e tecnológico.

Caldas enfatizou o conceito de cooperação internacional: “Instrumento que possibilita as transferências de conhecimentos, experiências bem sucedidas, tecnologia e equipamentos, e, ainda, a capacitação dos recursos humanos e o fortalecimento das instituições envolvidas em suas atividades e projetos dos interessados, sendo seu maior desafio, a sustentabilidade de suas ações”.

Ainda na explanação, o primeiro vice-presidente da Fibra apresentou as diferenças entre as sociedades industrial e de conhecimento. Enquanto na sociedade industrial há modelos de produção em escala, pessoas especializadas, grandes tempos de resposta, trabalho não especializado, tarefas repetitivas, trabalho individual, poder nos chefes e coordenação superior, na sociedade do conhecimento os modelos de produção são mais flexíveis, pessoas polivalentes e empreendedoras, respostas em tempo real, trabalho baseado em conhecimento, trabalho inovativo, trabalho em equipes, poder nos clientes e coordenação entre pares.

Ricardo Caldas apresentou estudos sobre dois casos – Japão e Coréia do Sul – da evolução da era do conhecimento. Ele apresentou alguns tópicos sobre o que o país deve fazer para ampliar o mercado. “Buscar modelos de melhores práticas, como estudos de casos de sucesso; buscar conhecimento sobre como outros países resolveram seus problemas, suas limitações e suas desigualdades: educação, relações trabalhistas, tributação, etc; Buscar novos mercados: missões internacionais e rodadas de negócios.”
O primeiro vice-presidente da Fibra apresentou também detalhes do projeto do Parque Tecnológico Capital Digital, com destaque para o estabelecimento de alianças estratégicas com, no mínimo, um parque tecnológico de cada continente até 2010, atração de dez empresas-âncora e qualificar e/ou atrair 15 mil profissionais em TIC até 2014.

Na última etapa da exposição, Caldas apresentou as experiências desenvolvidas pelo Sistema Indústria, como o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que “para atender a necessidade de inserção da indústria brasileira no mercado internacional, atua reforçando as relações comerciais e tecnológicas entre empresas, centros tecnológicos, universidades e entidades de cooperação internacional. Dessa forma, organiza missões empresariais, rodadas de negócios e programas de capacitação empresarial no Brasil e no exterior”.

Enquanto isso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) “promove articulações para permuta de tecnologia, informação e conhecimento; incremento da competitividade industrial do país em diferentes áreas tecnológicas; implantação de projetos de cooperação técnica em países africanos e asiáticos de língua portuguesa; ações no âmbito do Protocolo de Montreal, como a parceria estabelecida com a Agência Alemã de Cooperação Técnica – GTZ – para capacitação de mecânicos refrigeristas – atividade inserida no Plano Nacional de Eliminação do CFC.

Já o Serviço Social da Indústria (SESI) tem enfoque na troca de informações e experiências com parceiros internacionais renovação freqüentemente dos serviços e o aperfeiçoamento das suas competências técnicas; centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, bem como os organismos IAPA, OIT, Organização Pan-americana de Saúde, etc. Numa outra linha de atuação, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Fibra atuam na rede brasileira dos Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), que tem apoio da Agência Nacional de Promoção de Exportações (Apex-Brasil), que trabalha pela internacionalização das empresas brasileiras.

Mais informações:
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
Federação das Indústrias do DF (FIBRA)
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