Lula lança Política de Desenvolvimento Produtivo
Presidente da Fibra participa de cerimônia na sede do BNDES, no Rio
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09-May-2008

O governo federal dará mais impulso ao setor industrial brasileiro. Na segunda-feira (12), às 10h, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lança oficialmente a Política de Desenvolvimento Produtivo, um programa que vem sendo elaborado há meses e que envolveu 14 ministérios. O plano tem quatro metas básicas e abrange 24 macro-setores da economia nacional.

Para o presidente da Federação das Indústrias do DF (FIBRA), Antônio Rocha da Silva, a proposta deveria atender as vocações indústrias de cada região brasileira. Segundo ele, por exemplo, o Distrito Federal poderia receber investimentos de indústrias dos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), semicondutores e fármacos. Somente o projeto do Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD), que vem sendo implantado, necessitará de recursos da ordem de RS$ 1 bilhão até o ano de 2010.

 

O governo federal dará mais impulso ao setor industrial brasileiro. Na segunda-feira (12), às 10h, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lança oficialmente a Política de Desenvolvimento Produtivo, um programa que vem sendo elaborado há meses e que envolveu 14 ministérios. O plano tem quatro metas básicas e abrange 24 macro-setores da economia nacional.

Para o presidente da Federação das Indústrias do DF (FIBRA), Antônio Rocha da Silva, a proposta deveria atender as vocações indústrias de cada região brasileira. Segundo ele, por exemplo, o Distrito Federal poderia receber investimentos de indústrias dos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), semicondutores e fármacos. Somente o projeto do Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD), que vem sendo implantado, necessitará de recursos da ordem de RS$ 1 bilhão até o ano de 2010.

“Embora conheça os detalhes desse plano pelos jornais, avalio como sendo uma boa proposta de desenvolvimento de regiões que atualmente são menos industrializadas. É o caso de Brasília. A contribuição que podemos dar nesse momento a título de sugestão é que se observe a vocação de cada estado para receber determinada indústria”, afirmou Rocha.

O presidente da FIBRA participará da cerimônia no BNDES, no Rio. O governo federal quer dar destaque ao plano. Para isso, o cerimonial do Ministério do Desenvolvimento, Industrial e Comércio Exterior e o Palácio do Planalto convidaram presidentes das federações das indústrias, empresários, parlamentares e governadores. Após a solenidade, os ministros Miguel Jorge (Desenvolvimento) e Guido Mantega (Fazenda), e os presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e da ABDI, Reginaldo Arcuri, concederão entrevista coletiva.

Política industrial

De acordo com o governo, a Política de Desenvolvimento Produtivo tem as seguintes metas a serem alcançadas até 2010: acelerar o investimento fixo; estimular a inovação; ampliar a inserção internacional do Brasil e aumentar o número de micro e pequenas empresas exportadoras. O programa abrangerá 24 setores produtivos, como por exemplo, TIC, aeronáutico, naval, fármacos, saúde.

A expectativa é que os incentivos fiscais cheguem a R$ 25 bilhões até 2011. O governo pretende com isso elevar a participação do Brasil no bolo das exportações mundiais, saindo de 1,17% obtido no ano passado para 1,25% até 2010. Outro ponto é o aumento da taxa de investimento. Em 2007, se investiu 17,6% do PIB e a meta é chegar a 21% do PIB até o final desta década.

“Apesar de o Brasil viver hoje um dos melhores momentos de sua história econômica recente, ainda temos alguns desafios a enfrentar. Um deles é a ampliação de nossa participação no mercado mundial, o que somente será possível se nossa economia ganhar mais competitividade e produtividade”, disse o ministro Miguel Jorge, no final de março, durante missão oficial à Índia.

Para o ministro, o crescimento das exportações brasileiras tem superado o movimento global desse fluxo comercial. Porém, o governo decidiu fixar metas mais arrojadas com incentivo inclusive para micro e pequenas empresas. Segundo ele, a Ásia é atualmente “um parceiro comercial muito importante para o Brasil”. Os países daquele continente compram 20% das vendas externas brasileiras, mas há necessidade de aumentar o comércio mais específico com os países daquela região.

Mais informações:
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
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