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| Política Industrial brasileira prevê investimentos de R$ 620 bilhões |
| Presidente da Fibra diz que programa é o marco do desenvolvimento nacional |
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| 12-May-2008 | |
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Rio de Janeiro – A Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançado hoje (12) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede do BNDES, no Rio, prevê investimentos de R$ 620 bilhões pelos próximos três anos. Centrado em quatro metas-país, o programa é o primeiro movimento de incentivo à indústria brasileira das últimas três décadas e tem em seus pilares o fortalecimento de 25 macro-setores da economia nacional. O presidente da Federação das Indústrias do DF (FIBRA), Antônio Rocha, que participou da cerimônia, classificou o programa como “um marco para o desenvolvimento nacional”. Segundo Rocha, Brasília será beneficiada, pois, as propostas anunciadas contemplam setores industrias que se mobilizarão para se instalar na capital federal. “Essa política vai melhorar a competitividade das industriais nacionais e assegurar o crescimento econômico do país”, disse Rocha. Uma das novidades foi a publicação, nesta terça-feira (13), no site da FINEP, do edital que liberará R$ 450 milhões para investimentos em inovação. A informação foi transmitida pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, durante a apresentação das principais linhas de crédito para financiar a produção industrial. Para o presidente da FIBRA, esse anúncio é importante para o DF que se prepara para implantar o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD). O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, classificou como sendo importante o governo federal ter retomado a agenda de desenvolvimento da indústria. Monteiro Neto lembrou que foi o presidente Lula quem retomou o eixo da política industrial muito mais abrangente no atendimento aos diversos setores da economia nacional. As quatro metas-país A Política de Desenvolvimento Produtivo tem quatro metas-país. A mais ousada prevê investimentos equivalentes a 21% do Produto Interno Brasil (PIB) – R$ 620 bilhões – até 2010 com crescimento médio anual de 11,3% ao ano. A segunda contempla a elevação do gasto privado em P&D (Pesquisa & Desenvolvimento), saindo dos atuais 0,51% (R$ 11,9 bilhões) para 0,65% (R$ 18,2 bilhões) em três anos. Prevê-se também o aumento da participação do Brasil no bolo das exportações mundiais de US$ 160,6 bilhões (2007) para US$ 208,8 bilhões em 2010. A quarta meta-país tem por objetivo dinamizar a participação das micro e pequenas empresas no mercado exportador, com incremento de 10% sobre a base de MPEs. “Isso via permitir o aumento da oferta de emprego. Vai ajudar também no aumento das nossas exportações. Muitas empresas vêm amargando em função da desvalorização do real frente ao dólar norte-americano”, analisou o presidente da FIBRA. Para divulgar o programa de desenvolvimento industrial, o governo federal promoveu uma cerimônia na sede do BNDES e convidou governadores, senadores, deputados federais e empresários dos mais importantes segmentos econômicos. Coube ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, apresentar as linhas gerais do plano. Segundo ele, o país vive um excelente momento e, por este motivo, buscará a conquista de outro patamar. “Precisamos investir mais e melhor para que a nossa economia ganhe competitividade”, assinalou Jorge. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que disse que na área fiscal e tributária, o governo irá desonerar o equivalente a R$ 21,4 bilhões até o ano de 2011, permitindo impulsionar setores até então menos aquecidos. Durante a cerimônia foram assinados decretos de medidas provisórias que nortearão a base dessa política nacional. Os 25 macro-setores são: complexo de saúde; TIC; biotecnologia; energia nuclear; complexo industrial de defesa; nanotecnologia; bioetanol; aeronáutico; siderurgia; complexo petróleo; gás e petroquímico; mineração; celulose e papel; carnes; indústria naval; complexo automotivo; complexo serviços; calçados e couros; bens de capital; agroindústria; construção civil; têxtil e confecções; higiene; perfumaria e cosméticos; plásticos; biodiesel; madeira e móveis. O presidente Lula afirmou que a Política de Desenvolvimento Produtivo “é um desafio de uma grandeza incomensurável”. Segundo ele, a proposta permitirá ao país um salto de qualidade das indústrias e assegurou que o programa é muito mais do que uma política do seu governo, mas uma proposta que deve ser levada adiante pelos próximos anos numa parceria mais estreita entre os setores público e privado. “Agora vivemos um novo momento com metas claras e factíveis. Trata-se de um plano para os próximos 10, 15 ou 20 anos”, comemorou.
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