Exportações do DF chegam a US$ 42,1 milhões em quatro meses
Presidente da FIBRA comemora resultado do comércio externo da capital federal
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15-May-2008

As exportações do Distrito Federal tiveram uma queda de 23,45% em abril deste ano comparado com o mês anterior. As vendas para o mercado externo ficaram em US$ 8,683 milhões em abril contra US$ 11,342 milhões em março. Além disso, o resultado mensal interrompeu a curva de crescimento do comércio internacional que vinha batendo na casa dos US$ 11 milhões. Na comparação com abril do ano passado, a diminuição ficou em 4,16%, ou seja, US$ 377 milhões.

Para a equipe técnica do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do DF (FIBRA), pelo menos dois fatores influenciaram neste resultado: a desvalorização do dólar americano frente ao real e a greve dos auditores da Receita Federal. O presidente da FIBRA, Antônio Rocha, aposta na recuperação do comércio externo. Segundo ele, a Política de Desenvolvimento Produtivo lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio, vai dar condições para o aumento global das exportações brasileiras.

“Isso vai melhorar a competitividade de nossas indústrias e assegurar o crescimento econômico do país. Deste modo, se cria um ambiente favorável para que as empresas possam aumentar as vendas para o exterior”, afirmou.

Rocha explicou também que a federação vem promovendo ações no sentido de inserir as indústrias brasilienses no mercado internacional. Ele citou como exemplo a rodada de negócios ocorrida na sede da FIBRA na última terça-feira (13), quando empresários do DF se encontraram com investidores da Áustria. O vice-presidente da Câmara de Economia da Áustria, Richard Schenz, assegurou que “o Brasil é um importante parceiro comercial”.

Exportações

O desempenho comercial do DF ficou em US$ 42,113 milhões entre janeiro e abril deste ano. Isso significa que em apenas quatro meses as exportações representam 51,6% do volume de vendas registrado em 2007 (US$ 81,5 milhões). A Sadia (Rezende Alimentos Ltda) continua na liderança do ranking das empresas exportadoras. Neste ano, a empresa vendeu US$ 34,012 milhões. A lista é seguida pela Petrobras (US$ 5,316 milhões). Brazilian Hatching Eggs (US$ 1,644 milhão) e Indústrias Rossi Eletromecânica (US$ 350 mil).

A Confraria (Avilla e Medeiros Ltda), indústria que entrou no mercado mundial, exportou US$ 37 mil. A empresa brasiliense ficou na 11ª posição do ranking, resultado comemorado pela equipe do CIN. Um trabalho especial para inserir a Confraria no comércio exterior vinha sendo desenvolvido pelos técnicos da FIBRA. “Ficamos felizes com o desempenho. Isso prova que a política de incentivo à indústria local está no caminho certo”, comemorou Rocha.

A Venezuela permanece no topo da lista de países importadores do DF com US$ 20,545 milhões, seguida pela Arábia Saudita (US$ 5,630 milhões), Federação da Rússia (US$ 5,497 milhões), Portugal (US$ 5,039 milhões) e Emirados Árabes (US$ 1,831 milhão). As empresas brasilienses registram negócios com Hong Kong, África do Sul, Estados Unidos, Chile, Jordânia, Catar, China, Bolívia, França, Azerbaijão, Argentina, Paraguai, Turcomenistão, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Finlândia e Colômbia.

“Isso mostra que estamos pulverizando os países compradores dos produtos da indústria brasiliense. Considero esse fato bastante importante. Agora, devemos trabalhar para ampliar a lista de produtos comercializados no exterior”, avaliou o presidente da FIBRA.

Importações

Em abril, a importações do DF ficaram em US$ 83,1 milhões, um aumento de 24,12% em relação ao mês de março, mas uma queda de 8,28% em comparação com abril do ano passado. No primeiro quadrimestre de 2008, as importações chegaram a US$ 292,9 milhões. O maior volume de compras no mercado internacional foi feito pelo Ministério da Saúde (US$ 168,309 milhões), seguido da EMS (US$ 17,354 milhões) e o Laboratórios Biosintética (US$ 12,952 milhões).

Os Estados Unidos foram os maiores vendedores para o DF, com US$ 69,298 milhões, seguido pela Alemanha (US$ 52,274 milhões), França (US$ 30,589 milhões), Reino Unido (US$ 19,267 milhões) e Suíça (US$ 18,751 milhões). Os produtos importados variaram entre medicamentos, frações de sangue, vacinas contra rubéola, sarampo e caxumba.

Mais informações
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
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