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Indicadores: Indústrias faturam mais no primeiro trimestre de 2008
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20-May-2008

As indústrias do Distrito Federal apresentaram aumento do faturamento nos três primeiros meses de 2008 comparado com o mesmo período do ano passado. O resultado é parte da 52ª edição da pesquisa “Indicadores de Desempenho da Indústria do DF”, realizada pela Federação das Indústrias do DF (FIBRA) em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-DF). O faturamento total no trimestre cresceu 15,56% em função de maior dinamismo do consumo interno, favorecido pela redução do desemprego e pelo crescimento da renda da população.

Para o presidente da FIBRA, Antônio Rocha, o desempenho verificado na pesquisa comprova que a política de defesa do segmento industrial está no rumo correto. “Acredito que o trabalho desenvolvido junto com os governos federal e local irá incrementar ainda mais as indústrias brasilienses. As empresas estão sendo inseridas nos mercados nacional e internacional. Um outro fator que irá ampliar ainda mais os horizontes é a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP)”, avaliou Rocha.

Na comparação do faturamento industrial em março deste ano com o mesmo mês de 2007, o resultado ficou 6,90% maior. As atividades que mais contribuíram para essa evolução foram reparação de veículos (+32,66%) e alimentação (+19,22%). Essas duas atividades industriais representam 42% do cálculo do indicador. A indústria da construção civil também registrou crescimento de 41,32% no trimestre e de 39,68% em março.

Capacidade instalada

A pesquisa apontou também o aumento da Utilização da Capacidade Instalada (UCI). O acumulado do primeiro trimestre deste ano em comparação com igual período de 2007 apresentou crescimento de 3,47 pontos percentuais. Este resultado está ligado ao desempenho do faturamento. Ou seja, com o aumento das vendas pelas indústrias a capacidade instalada cresceu. Os setores de tecnologia da comunicação e reparação de veículos foram os que tiveram maiores demandas. Já a indústria da construção civil, que é pesquisa em separado, operou com 70,26% da UCI. Trata-se de um recorde em toda a série histórica do indicador.

Em março, o índice ficou em 66,55% em março, sem ajuste sazonal, frente aos 62,35% de março do ano passado um avanço de 4,2 pontos percentuais. “A ampliação da capacidade instalada do setor reflete o maior nível de atividade em sete dos oito setores pesquisados”, informa o relatório da pesquisa. Os setores de reparação de veículos e madeira e mobiliário foram os que mais contribuíram para esse resultado.

O indicador pessoal empregado apresentou ligeiro recuo (-0,62%) no acumulado do ano em comparação com o primeiro trimestre de 2007. Em termos absolutos, essa queda corresponde à eliminação de 300 vagas. A atividade de tecnologia da informação foi a que mais contribuiu para esse resultado. A análise entre os meses de março deste ano com março do ano passado, a redução ficou em 2,13%.

O cenário analisado no início do ano previa uma estabilidade do nível da atividade industrial, conforme se verificou na pesquisa Sondagem Conjuntural da Indústria divulgada em janeiro. Porém, o melhor resultado deveu-se ao aquecimento da demanda interna influenciada pelos seguintes fatores: redução da taxa de desemprego na capital federal, expansão de 18,4% da massa salarial e crescimento do comércio varejista, que acumula variação positiva de 6,40% no primeiro trimestre deste ano.

Mais informações
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
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