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Exportações no DF batem recorde: US$ 94,1 milhões
FIBRA comemora desempenho externo das indústrias do DF em sete meses de 2008
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06-Aug-2008

Buenos Aires – O projeto de inserir a produção da indústria do Distrito Federal nos mercados mundiais começa a surtir efeitos. As exportações brasilienses atingiram os US$ 94,1 milhões entre janeiro e julho deste ano, um crescimento de 107,1% em comparação com igual período do ano passado, quando foram exportados US$ 45,4 milhões. O desempenho comercial foi comemorado pelo presidente da Federação das Indústrias do DF (FIBRA), Antônio Rocha, que participou com 30 empresários da capital federal do seminário Brasil-Argentina: uma aliança produtiva, ocorrido em Buenos Aires. 
 

"Os números mostram um recorde na série histórica das exportações. Isso reforça ainda mais o trabalho que estamos fazendo junto com as indústrias do DF na busca dos mercados internacionais. A meta de exportar US$ 100 milhões em 2008 vai ser alcançada facilmente. Agora, projetamos exportar cerca de US$ 150 milhões até dezembro", comemorou Rocha.
 
O resultado preliminar foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em termos percentuais, a indústria da capital brasileira ficou em segundo lugar no ranking de crescimento das vendas externas, perdendo apenas para o Estado do Piauí. Em sete meses de 2008, aquela unidade da federação teve um avanço de 108,1% comparado com o mesmo período do ano anterior.
 
Somente em julho deste ano, as vendas para o mercado externo das indústrias brasilienses atingiram US$ 20 milhões, outro recorde histórico na comparação mensal. Com este desempenho as exportações do DF superaram em 15,42% o resultado comercial alcançado durante os 12 meses de 2007. No ano passado, as vendas ficaram em US$ 81,528 milhões.
 
As vendas no mês passado apresentaram um avanço de 17,25% frente ao mês de junho deste ano. Segundo Rocha, as exportações tendem a crescer e as indústrias do DF adquiriram "um importante ingrediente" no desempenho comercial. Ele acredita que os números reforçam o projeto de mostrar ao Brasil que a capital federal possui indústria em franca expansão.
 
"Em breve, o país vai observar Brasília não apenas como a capital política e administrativa, mas também como a cidade que possui uma indústria forte. Isso é fruto de um conjunto de ações que estamos fazendo à frente da FIBRA e em parceria com os sindicatos e os governos federal e local", disse.
 
Embora o governo não tenha divulgado, ainda, o desempenho mais detalhado das vendas externas dos Estados, Rocha acredita que as carnes de frango e miudezas devem ter sido os principais produtos da pauta de exportações do DF. Ele fez esta análise com base no desempenho ocorrido no primeiro semestre quando o comércio destes produtos alcançaram US$ 52,6 milhões.
 
Por conta disso, a Asa Alimentos – que exportou mais de US$ 2 milhões em ovos para incubação no primeiro semestre de 2008 – participou da rodada de negócios ocorrida na Argentina. A empresária Kátia Amorim representou a empresa brasiliense nos encontros com os investidores argentinos. Mas Rocha acredita que a indústria local deve procurar diversificar a pauta de produtos. Por este motivo, a FIBRA vem participando de missões empresariais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levando nas delegações empresários dos setores de madeira e mobiliário, construção civil, vestuário e acessórios, alimentação, gráfico, grãos e reparos de veículos.
 
"A Sadia é a maior exportadora do DF. Isso deve ser destacado. No entanto, percebemos que os mercados mundiais estão bastante receptivos para a marca DF. E todo o esforço neste sentido é válido para que possamos prosseguir na direção do desenvolvimento econômico", enfatizou.
 
Para o presidente da FIBRA, o crescimento das exportações significam a possibilidade de mais emprego e, como conseqüência, o aumento da arrecadação do GDF. Rocha acredita também que o desempenho comercial traga "reflexos positivos" para toda cadeia produtiva da capital federal. Segundo ele, ao inserir mais trabalhadores na indústria, se aumenta a renda familiar brasiliense.
 
"Com mais dinheiro no bolso, o trabalhador passa a comprar mais e isso beneficia também o comércio e o setor de serviços", afirmou.
 
Mais informações
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
Federação das Indústrias do DF (FIBRA)
61 9674-0234 (em Buenos Aires)

 
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