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CNI completa 70 anos e homenageia 20 personalidades
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13-Aug-2008
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Foto: Miguel Ângelo

As comemorações dos 70 anos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ontem (12), foram marcadas pela entrega da Medalha do Mérito Euvaldo Lodi e pelos lançamentos do selo e livro que destaca a trajetória da indústria nacional. Em discurso, o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, destacou a necessidade de se prosseguir com as reformas institucionais e que, para isso, a entidade já identificou os pontos mais importantes que devem ser tratados pelo Congresso Nacional.

“No entanto, convém lembrar que é imperativa a renovação de idéias e conceitos. Países se atrasam por aderência a velhas e obsoletas concepções e indivíduos reduzem o seu potencial, quando se ancoram em modelos que apontam para a dependência e a vitimização”, disse Monteiro Neto.

Para o presidente da Federação das Indústrias do DF (FIBRA), Antônio Rocha, a CNI vem atuando, nos últimos anos, na defesa dos interesses do segmento industrial nacional. Segundo Rocha, os avanços conseguidos devem ser creditados à liderança de Monteiro Neto. “A CNI vem atuando em diversas frentes de forma intensa e transparente. E devemos reconhecer neste instante a participação do Armando [Monteiro Neto]. A Confederação tem desempenhado papel fundamental neste momento da economia nacional”, frisou Rocha.

Festa na CNI

Numa cerimônia bastante concorrida, que levou ao Salão de Eventos do Edifício Roberto Simonsen o vice-presidente da República, José Alencar; oito ministros de Estado; os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), parlamentares, jornalistas, empresários e representantes da sociedade civil, a CNI condecorou 17 personalidades. Três dos homenageados – Edson Arantes do Nascimento, Antonio Ermírio de Moraes e João Havelange – não estiveram na solenidade e receberão as respectivas comendas numa próxima oportunidade.

Após a projeção de um documentário que mostrou a trajetória da indústria nacional, o presidente da CNI proferiu discurso no qual pontuou os principais tópicos da entidade. Monteiro Neto reafirmou que o Mapa Estratégico da Indústria “expressa a visão da CNI na construção de caminhos para o desenvolvimento e para a inserção competitiva do Brasil na economia global”.

Em seguida, foram entregues as medalhas a Jorge Gerdau, Décio da Silva, Luiz Fernando Furlan, Cristovam Buarque, Ellen Gracie, Fernanda Montenegro, Jarbas Passarinho, Carlos Borja (representante do jurista Célio Borja) e José Pastores. A CNI fez homenagem in memoriam a Ruth Cardoso, Roberto marinho, Victor Civita, Octávio Frias e Carlos Chagas Filho.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que estava orgulhoso por ter sido homenageado “ao lado de pessoas que nos orgulham”. A atriz Fernanda Montenegro dedicou a medalha a Dulcina de Moraes que, se estivesse viva, completaria 100 anos em 2008. Fernanda destacou o trabalho e a dedicação de Dulcina em prol da cultura nacional. “Ela foi uma jovem atriz de imenso talento e coragem”, disse.

O vice-presidente José Alencar retomou as críticas às taxas de juro no país. Segundo ele, é inadimissível para o cidadão conviver com uma das taxas mais elevadas do mundo. E alfinetou: “O Brasil vai muito bem apesar da política monetária.” Ao término do evento, o historiador e pesquisador Eduardo Bueno autografou o livro que conta a trajetória da CNI.

 

 
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