| Entrevista da semana: Paulo Sérgio Sgobbi |
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| 05-Sep-2008 | |
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Como a Associação avalia a mão-de-obra existente hoje no mercado de TI?
Infelizmente, existe uma carência desses profissionais. Só nas 38 empresas da Brasscom, por exemplo, a carência é de 33 mil profissionais. Não é demanda futura: trata-se de uma realidade Existe uma solução em vista para reverter este quadro?
Várias ações estão sendo feitas, com interferência governamental, na expectativa de influenciar as carreiras nas universidades brasileiras, com currículos voltados mais para atender, de fato, as demandas atuais e futuras do mercado. Existem, inclusive, estratégias no sentido de despertar as vocações dos jovens de escolas públicas para a carreira de TI, voltadas, especialmente, para as classes D e E da sociedade, que podem vislumbrar nesse campo tecnológico uma ascensão Qual seria o perfil que o mercado busca recrutar? Não são todos que se dão bem na área de TI. Há características que fazem com que uns se destaquem neste ramo. Nas universidades, por exemplo, verificamos, ano a ano, uma alta evasão de alunos de cursos relacionados a TI. Números do MEC mostram 97 mil vagas ofertadas no Brasil, são inscritos em torno de 45 mil candidatos e, desses, formam-se menos de 20 mil. O importante é identificar, lá no início do processo, se há mesmo a vocação para a área de TI. Esse profissional é aquele que tem alta concentração e raciocínio lógico. Como a Brasscom enxerga a nova fase da capital federal, que cria o Parque Tecnológico Capital Digital e presencia agora a transformação de uma unidade do Senai-DF em um centro especializado em TI? O DF já é um pólo de tecnologia, com empresas extremamente fortes, globalizadas. Com essas novas políticas públicas e privadas de incentivo à formação de mãode-obra e inovação tecnológica, o mercado de TI na capital federal só tem a ganhar fortalecimento. A ofertas de 6,3 mil vagas para 2008 e 2009, em Brasília, mostra o potencial e toda pujança do setor. |
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