Jornal de Fibra
Palavra do Presidente
| Os 3 Poderes
O Distrito Federal, prestes a completar cinco décadas de fundação, vem se firmando como pólo de atração de investimentos nos mais diversos setores da economia local. A comprovação disso... Ler mais... |
Enquete do mês
| Distinção olímpica na indústria do DF |
| Alunos do Senai-DF que participaram da Olimpíada do Conhecimento são homenageados |
|
|
| 16-Sep-2008 | |
|
Foto: Cristiano Costa
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-DF) realizou, na segunda-feira (15), uma solenidade para homenagear os 19 estudantes de cursos técnicos e profissionalizantes que competiram na etapa nacional da Olimpíada do Conhecimento 2008. A competição foi realizada em junho, julho e agosto nos três estados da região Sul. Durante a cerimônia, realizada no Centro Cultural do Serviço Social da Indústria (SESI-DF), em Taguatinga, o presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), Antônio Rocha, concedeu a cada competidor uma bolsa de estudo. Os cinco medalhistas também foram premiados com um notebook.
Na Olimpíada do Conhecimento 2008, o Senai-DF participou, em 17 ocupações. No total, os brasilienses garantiram quatro subidas ao pódio. O Distrito Federal conquistou medalhas de ouro nas ocupações Jardinagem e Paisagismo, com a dupla Jonathan Silva e Jefferson Santos, e Design Gráfico, com Helena Quintas Simões. Além disso, foram duas medalhas de bronze conquistadas por Fábio Joaquim Silva (Panificação) e Lilian Tawana Soares (Web Design). “Mesmo quem não garantiu uma medalha levará conhecimento para o resto da vida”, avalia o estudante Jonas Brito, da ocupação Eletricidade Predial, em seu discurso representando os competidores desta etapa nacional. Na classificação nacional, o Distrito Federal figura na 9º posição entre as 18 unidades federativas participantes da competição, sendo o melhor classificado na Região Centro-Oeste e à frente de Estados como Ceará, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Amazonas, Paraíba e Piauí. "Nossa classificação no ranking nacional mostra que estamos seguindo no caminho certo. A capital federal está se industrializando e capacitando a mão-de-obra necessária para alavancar o crescimento", declara o presidente da Fibra, Antônio Rocha da Silva. Competição internacional O trio de alunos do Senai-DF disputa, agora, uma vaga no WorldSkills, torneio internacional de educação profissional, que será realizado, em 2009, no Canadá. É que, para ter direito a uma vaga no certame internacional, não basta ter sido o melhor do País: é necessário atingir um índice de 86%, de acordo com o critério de avaliação do comitê técnico e, por isso, após a Olimpíada, é realizada uma nova disputada entre os dois primeiros colocados de cada ocupação para que se decida que vai à competição internacional. Se passarem por mais essa prova de fogo, a dupla da Jardinagem e Paisagismo seguirá o mesmo caminho daqueles que os inspiraram: os ex-alunos do Senai-DF Yarlei Procópio e Luis Monti, que, na última edição, ocorrida em 2007, no Japão, foram selecionados para defender a bandeira brasileira. Já Helena - que está na briga com uma estudante de São Paulo pelo índice para defender o Design Gráfico brasileiro no Canadá - sabe que não pode se descuidar: treina diariamente e, ainda, nos intervalos, auxilia como instrutora no Senai SIG. "É como se deste índice dependesse a minha vida – o que não é exagero, já que a participação nesse torneio mundial deixará meu currículo ainda mais atraente", afirma Helena, de 21 anos, que, desde antes de nascer, já tinha sua história intimamente ligada ao Sistema Indústria. “Minha mãe fez meu pré-natal aqui no Sesi Taguatinga e eu já treinei muito nas piscinas e quadras da unidade”, conta. Currículo diferenciado A participação na Olimpíada do Conhecimento é um bom atrativo no momento de buscar uma colocação profissional. Para quem tem uma medalha olímpica, então, o trabalho é certo. O panificador Fábio Joaquim, por exemplo, está em treinamento para desempenhar suas habilidades em uma empresa do ramo de alimentação em Brasília. Já a web designer Lilian Tawana diz que, como sua vida "deu uma guinada", decidiu dar um tempo para colocá-la em ordem, aproveitando o momento para resolver algumas pendências, como tirar sua habilitação para dirigir. "Mas não estou rejeitando trabalhos. Sempre aparece uma página na internet para eu desenvolver", explica. Para os competidores que não trouxeram medalhas do Sul, as propostas de trabalho também não faltam. Alguns, inclusive, não perderam tempo e já encontraram seu lugar ao sol no mercado de trabalho. É o caso do confeiteiro Bruno, que, após defender a bandeira brasiliense na fase catarinense da Olimpíada, foi contratado para trabalhar em uma conceituada panificadora na Asa Sul. "Gostaria de ter ganhado uma medalha, mas este é o resultado positivo das horas que dediquei aos treinos às provas na Olimpíada", observa. Da mesma forma, os mecânicos Hildean Rodrigues da Costa Pereira e Fabrício Queiroz de Sousa, da fase gaúcha, já têm destino certo para suas carteiras de trabalho: as Indústrias Rossi, empresa que contratou os dois garotos para área de mecânica de portões, com projetos futuros para aproveitar suas habilidades em tornearia a CNC. E os competidores da fase paranaense também estão com algumas propostas de emprego, mas, como acabaram de chegar da última fase, estão cumprindo alguns compromissos com a equipe do Senai-DF e aproveitando para decidir, com calma, o rumo que darão às suas vidas. "Ainda não tivemos tempo para pensar no que vai ser de nossas carreiras. É tudo muito recente", justifica o instalador hidráulico e a gás Patrick Borges. Por Patrick Selvatti |
| < Anterior | Próximo > |
|---|
Pesquisar



























