Jornal de Fibra
Palavra do Presidente
| Os 3 Poderes
O Distrito Federal, prestes a completar cinco décadas de fundação, vem se firmando como pólo de atração de investimentos nos mais diversos setores da economia local. A comprovação disso... Ler mais... |
Enquete do mês
| Capital federal está na passarela para negócios |
| Indústria da moda brasiliense tem no Capital Fashion Week oportunidade de exportar produtos |
|
|
| 17-Sep-2008 | |
Foto: Cristiano Costa
A indústria da moda terá, nesta semana, seu momento mais aguardado. Começou hoje (17) e segue até o próximo sábado (20), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a quinta edição do Capital Fashion Week, maior evento de moda do Centro-Oeste e o terceiro do Brasil. No calendário fixo de eventos de Brasília desde 2005, o sucesso do CFW já foi confirmado. Na primeira edição, cerca de 20 mil pessoas foram ao evento. Em 2007, houve um aumento de 100% de público: foram 40 mil visitantes. Desde sua primeira edição até a Pocket Edition, em março de 2008, foram investidos R$ 5 milhões na realização do Capital Fashion Week e aproximadamente 120 mil pessoas compareceram ao evento. “A estimativa para 2008 é que sejam investidos cerca de R$ 4 milhões, que gera cerca de 1 mil empregos diretos e indiretos”, adianta a organizadora do evento, Márcia Lima. Na opinião do presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Antônio Rocha da Silva, Brasília tem “tudo a ver” com moda, estilo e design. “A capital federal tem todo o perfil para acolher um evento desta magnitude e colher todos os frutos que forem plantados aqui”, avaliou, durante a abertura do evento, numa tarde ainda seca, mas com ventos anunciando a proximidade das chuvas. Jovens modelos, corpos em forma, estilistas desfilando roupas e cortes de cabelo descolados, com cores fortes, um arco-íris dentro e fora das passarelas. Mas se engana quem pensa que um evento de moda é puro glamour. Para Brasília, o Capital Fashion Week representa uma oportunidade para que confecções, marcas e estilistas da cidade revelem o profissionalismo e a qualidade técnica de seus trabalhos. Em 2008, além dos tradicionais desfiles das grifes, haverá um espaço para aquecer a economia do setor: o Capital Fashion Business. Trinta e cinco stands permitirão o contato das marcas brasilienses com o mercado nacional e internacional. Participarão, desta edição, representantes de produtos de moda das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, expondo suas marcas para compradores de países como Portugal, Venezuela, Bolívia, Espanha, Estados Unidos e Canadá. Paralelamente, será realizada uma rodada de negócios que colocará frente a frente compradores e produtores. O objetivo desta iniciativa - que conta com o apoio de instituições de ensino locais, do Sebrae-DF, dos Correios (Exporta Fácil), da Gerência de Apoio ao Comércio Exterior do Banco do Brasil, da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT)- é a comercialização de produtos com ajustes técnicos necessários para futuros negócios. A expectativa é que sejam comercializados R$ 2 milhões em produtos. “A abertura de oportunidade de negócios em um evento deste porte fortalece toda a indústria da capital federal. É o caminho para a diversificação da pauta de exportações do DF, que, hoje, concentra-se basicamente no agronegócio”, avalia o presidente da Fibra.
Vitrine Já a confecção brasiliense Summershop é presença fixa no Capital Fashion Week desde a primeira edição, levando para a passarela suas peças especificamente voltadas para a moda praia. Mas, desta vez, segundo o empresário Fernando Japiassu, o evento terá “cores especiais”. “Felizmente já estamos exportando nossos produtos para vários estados brasileiros e para alguns países ao redor do mundo. Talvez as empresas aqui presentes não consigam realizar negócios, mas este evento já é uma boa vitrine”, avalia Fernando, que coloca na passarela, nesta quinta-feira (18), mais uma vez, o modelo Paulo Zulu desfilando suas sungas coloridas (foto). O presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindiveste-DF), Márcio Franca, concorda. “É importante exercitar a arte de fazer negócio. Essa oportunidade é excelente para o aprendizado, para o fortalecimento da marca e demonstra que as empresas estão se preparando para o mercado nacional e internacional, com bons produtos e profissionalismo”, conclui.
Mais informações: |
| < Anterior | Próximo > |
|---|
Pesquisar
























A empresária Suzana Rodrigues participa pela primeira vez do Capital Fashion Week. Sua grife homônima de biojóias e bolsas, não irá para a passarela, mas está em um stand para exposição. “Estou aqui exclusivamente em busca de bons negócios”, diz Suzana, que já exporta seus produtos para países como Portugal, Espanha, Jordão e Líbano. A Upper Confecções também participa pela primeira vez do CFW e não irá colocar suas roupas na passarela. Segundo a diretora da empresa, Lucy Moura, as edições anteriores não lhe eram atraentes, pois, como é do ramo de costura industrial, não fazia sentido colocar suas peças uniformizadas na passarela. Mas, agora que há oportunidade de fazer negócios, Lucy decidiu marcar presença. “Nossa empresa já está participando de várias feiras nacionais e internacionais. Temos o foco em exportação e esta é uma boa oportunidade de negócio”, avalia.



