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Indústrias do DF debatem propostas para 3º ENAI
Reunião tratou também do Escritório de Negócios e resultados da Credindústria
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27-Sep-2008
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foto: Cristiano Costa

Rio Quente (GO) – As indústrias do Distrito Federal estabeleceram diretrizes para cinco temas que dizem respeito à economia nacional. O documento será analisado, nos dias 28 e 29 de outubro, no 3º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que acontecerá em Brasília. Durante dois dias, 82 empresários debateram questões referentes à inovação e produtividade; sistema trabalhista e impacto na competitividade industrial; tributação; infra-estrutura e meio ambiente; e, inserção internacional da economia brasileira. A reunião foi aberta pelo presidente da Federação das Indústrias do DF (FIBRA), Antônio Rocha, que apresentou as linhas gerais das propostas colocadas em debate. Em discurso, Rocha defendeu a necessidade de uma reforma trabalhista mais abrangente. Segundo ele, “até os dias atuais vivemos das amarras de um mecanismo que impede os avanços necessários à nossa economia”.

O presidente da FIBRA disse também que é importante a aprovação da reforma tributária: “A carga tributária é excessiva e os mecanismos sugeridos até os dias atuais consistem em paliativos. Somente uma ampla reforma tributária permitirá que tenhamos produtos mais competitivos.” Porém, Rocha argumentou que no âmbito do governo local, o setor produtivo vem conseguindo importantes avanços na área fiscal e citou como exemplo a aprovação, pelos deputados distritais, do 3º Programa de Recuperação de Créditos Tributáveis e Não-tributáveis (REFAZ III).

Encontro Regional

Como forma de estabelecer o pensamento da indústria da capital federal, a FIBRA promoveu o 2º Encontro Regional da Indústria (ERI). Na reunião, os industriais brasilienses trataram de questões que servirão de base para o documento de âmbito nacional. Por orientação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as federações estaduais e do DF estão apontando diretrizes para as principais questões que dizem respeito ao setor produtivo. O documento será entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

No sábado pela manhã, os empresários do DF assistiram às palestras sobre Gestão de Interesses - Lobby e o Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), além de debaterem os cinco temas escolhidos pela CNI para o 3º ENAI. Em seguida, os participantes formaram cinco grupos de trabalho que trataram da elaboração das prioridades a serem dadas para cada questão.
 
À tarde, os industriais concluíram as bases do documento. O presidente da FIBRA disse que a reunião possibilitou que os industriais brasilienses fechassem posição sobre os assuntos em pauta. Ao mesmo tempo, quando se referiu à inserção das indústrias brasilienses no comércio exterior, Rocha apresentou os resultados das exportações como exemplos do incentivo que a Federação vem dando para que as indústrias tenham maior participação no comércio internacional.

“Entre janeiro e agosto deste ano, as vendas externas chegaram a quase US$ 114 milhões. É um resultado ainda pequeno se levarmos em conta que o DF não tinha um perfil exportador e que as indústrias eram bastante limitadas. Mas o resultado torna-se expressivo se compararmos com a evolução ao longo dos últimos 11 anos”, afirmou.

Segundo ele, em 1997, as indústrias exportaram US$ 8,033 milhões, e o crescimento das exportações começaram a se evidenciar a partir de 2005, quando se registrou US$ 60,1 milhões em vendas para o mercado externo. Rocha acredita que, com a valorização do dólar frente ao real, as vendas externas podem fechar o ano de 2008 em US$ 190 milhões.

O presidente da FIBRA apresentou outros resultados que servem de balizador da expansão da indústria do DF. O Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI-DF), o mapa da indústria local, elaborado em 2006, prevê um aumento da participação da indústria no PIB da capital federal. A meta é chegar a 14,1% do conjunto de riquezas. Outro indicador desses avanços, segundo Rocha, é o crescimento da arrecadação de ICMS das indústrias que, nos últimos meses, atingiu a marca de 36%.

O aumento do consumo de energia também foi apresentado como fator do incremento industrial. “Pela primeira vez, a CEB apontou o aumento do consumo de energia industrial. Superamos em termos percentuais o segmento residencial”, enfatizou. Rocha lembrou também as ações da FIBRA no sentido de criar o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD). Dentro das próximas semanas, o GDF lançará o edital para licitar o modelo da entidade gestora do empreendimento.

“E, como forma de atender a demanda por profissionais qualificados advindos do parque tecnológico, o SENAI-DF inaugurou na semana passada o Centro de Tecnologia da Informação, uma moderna escola que irá preparar os alunos para os cursos de certificação das principais indústrias brasileiras”, enfatizou.

Escritórios de Projetos

Durante o 2º Encontro Regional da Indústria (ERI), os participantes conheceram o Escritório de Projetos, que vem sendo desenvolvido entre a FIBRA e o SEBRAE no DF. Segundo Rocha, o objetivo é mapear os recursos disponíveis às indústrias. Para o gerente da Unidade de Inovação e Acesso do SEBRAE, Renato Castelo, o escritório será “uma importante ferramenta” em auxílio ao segmento produtivo brasiliense.

Os empresários conheceram também os resultados da Credindústria, cooperativa de crédito que funciona como braço financeiro do setor. Em cinco anos, a cooperativa aumentou significativamente o quadro de associados, saiu de 75, no primeiro ano, para 542 sócios em agosto deste ano. A Credindústria tinha, em agosto de ano, R$ 3,040 milhões de capital social. Os depósitos à vista alcançaram a média de R$ 5,3 milhões e os depósitos a prazo, R$ 8,227 milhões.

“Estes dois temas são importantes para que os empresários do DF percebam que estamos trabalhando para oferecer opções para os empreendimentos. Quer seja apontando fontes de recursos ou até mesmo como os mecanismos que a cooperativa de crédito coloca à disposição, com taxas bastante atrativas”, assegurou Rocha.  

 
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