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| Empresários brasileiros conhecem mercado europeu |
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| 11-Nov-2008 | |
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Roma (Itália) – Os empresários brasileiros que estão em missão comercial na Itália participaram, nesta segunda-feira (10), de seminário técnico sobre os mercados europeu e italiano. O evento realizado na Embaixada do Brasil em Roma, teve foco o debate sobre as características dos 450 milhões de consumidores dos 27 países que integram o bloco econômico. O público composto por empresários do Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, ouviu atentamente a palestra do consultor Andrea Abatazzi, da Multirep Service, que destacou: O mercado europeu representa 450 milhões de consumidores reunidos em 27 países que possuem uma política comercial comum; cinco países europeus estão classificados entre as primeiras economias mundiais; com a implantação do mercado comum, todas as fronteiras internas foram suprimidas; o mercado representa 20% do comércio mundial. Abatazzi enfatizou também a “boa relação da comunidade européia com o Brasil”, segundo ele, deve ser observada pela forte participação da imigração italiana para o Brasil. Ou seja, 30% dos estrangeiros que aportaram em solo brasileiro, no passado, são naturais da Itália. Mercado exigente Durante palestra, o consultor afirmou que o mercado europeu é bastante exigente, a adequação dos produtos é uma das fases mais importantes quando se toma a decisão de exportar. Abatazzi apresentou perfil dos cidadãos: 40% das populações têm mais de 45 anos de idade, as famílias são menos numerosas e os estilos de vida e atividades variam de acordo com as regiões. Além disso, o consumidor europeu tem um padrão de remuneração maior se comparado com países da América do Sul. Recente pesquisa, segundo Abatazzi, apontou que 40% dos cidadãos europeus ganham entre 1 mil e 1,5 mil euros. Mesmo assim, o consultor considera a remuneração baixa se considerado o padrão de vida do europeu. Ele enfatizou que a classe média, após a adoção de uma moeda única, vem perdendo poder de compra. Para entrar no mercado europeu, ainda de acordo com o consultor, o empresário tem que estar atento a exigências constantes como: qualidade; moda; design; cumprimento das normas de embalagem e etiqueta; procedência da matéria-prima; e, proteção ambiental. O consultor avalia que os principais problemas para a exportação entre o Brasil e a Europa são os subsídios e que tal entrave só pode ser resolvido com acordos de livre comércio. Hoje as empresas italianas vêm investindo em suas marcas como valor agregado, alcançando um diferencial no mercado para competir com gigantes asiáticos. Ele citou o exemplo da exportação de calçados da Itália que, há 10 anos era de US$ 320 milhões e atualmente não passa de US$ 230 milhões. A justificativa para este fato vem da concorrência de países como a China que não tem legislação trabalhista e trabalha com mão-de-obra barata e pouco capacitada e que este conjunto de fatores permite àquele país a praticar preços inalcançáveis para países como Itália e Brasil. A balança comercial Brasil-Itália movimentou, em 2007, US$ 7,8 bilhões. Atualmente, a Itália é o sétimo mercado importador do Brasil. As principais áreas de interesse do mercado Italiano e que o Brasil tem potencial são: gemas e jóias; têxtil e confecções; couro, calçados e artefatos; agronegócio e biocombustível. O perfil das exportações brasileiras para o mercado europeu diz que 52% são de micro e pequenas empresas, embora isso signifique 2% do volume exportados. Em compensação, os países europeus vendem pouco mais de 22% dos produtos importados para o Brasil e compram 25,2% da produção brasileira. |
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