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| Pesquisa: cai venda de produtos piratas no Brasil |
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| 11-Nov-2008 | |
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O presidente em exercício da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), Ricardo Caldas, considerou importante o trabalho de conscientização da população brasileira sobre a rejeição aos produtos piratas. Caldas, que representa a indústria nacional no Conselho Nacional de Combate à Pirataria e outros Delitos Contra a Propriedade Intelectual, disse que uma parcela significativa de cidadãos que eventualmente compra produtos falsificados evitaria tal prática se soubesse que está financiando o crime organizado, o narcotráfico e causando danos à saúde. “A meu ver, esse é um dado importante da pesquisa do Ibope encomendada pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos e do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos”, disse Caldas. A pesquisa diz que entre os entrevistados que compram produtos piratas, 72% evitariam os falsificados se soubessem que estão financiando o crime organizado; 88% dos entrevistados afirmaram que não comprariam produtos piratas se conhecessem que há um vínculo com o tráfico de drogas; e, 90% não adquiririam estes produtos se tivessem conhecimento que trazem danos para a saúde. Caldas explicou que o Conselho de Combate à Pirataria tem atuado em três frentes. A primeira delas é a educação da população. O objetivo é mostrar para o cidadão os problemas que são conseqüentes dos produtos falsificados. A segunda área de atuação é a econômica que, neste caso específico, o trabalho tem sido apresentar que produtos originais, em certos casos, são mais baratos se comparados com os piratas. E, por fim, a ação de repressão. A atuação da polícia, segundo ele, nos últimos meses, tem mostrado à população “o firme propósito de combate a esta prática delituosa”. Na avaliação de Caldas, a divulgação pela mídia – seja em emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas – do combate freqüente à pirataria tem ajudado no processo de conscientização do cidadão. A pesquisa apontou que a indústria, segundo estimativa, teria perdido este ano, R$ 46,5 bilhões em função do comércio de produtos falsificados. “Não tenho como avaliar este resultado porque ainda não recebi a íntegra da pesquisa feita pelo Ibope. Porém, sabemos que as perdas são bilionárias”, afirmou Caldas. Sacoleiros O presidente em exercício da FIBRA disse que a chamada Lei dos Sacoleiros, que tramita no Congresso Nacional, “é problemática”. Caldas acredita que a lei “aumentará a entrada de produtos piratas” e, por isso, consiste num “dano para a indústria brasileira”. Segundo avaliou, os sacoleiros têm por hábito “importar” produtos de baixo valor agregado, da qualidade bastante duvidosa e que concorrem em desigualdade tributária com os nacionais ou importados. Ricardo Caldas explicou também que o Conselho Nacional de Combate à Pirataria, que tem a participação do governo federal e de representantes de diversos segmentos da sociedade, vem se reunindo com freqüência. Num dos últimos encontros tratou da questão da pirataria de produtos farmacêuticos. “A atuação do Conselho tem sido muito eficaz dentro das três vertentes que norteiam o combate à falsificação no País”, afirmou. A pesquisa Ibope apontou também que houve uma redução de 38% na venda de tênis, roupas e brinquedos falsificados em 2008 em comparação com o ano passado. A queda mais acentuada, conforme apurou o instituto de pesquisa, foi na área de brinquedos. Houve uma redução de 46% dos consumidores de produtos piratas este ano em relação a 2007.
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