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Presidente da FIBRA defende intercâmbio das MPEs do Brasil e da Itália
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12-Nov-2008
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foto: Vânia Gasperin

Roma (Itália) – Uma aproximação entre as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) brasileiras com as italianas foi defendida nesta terça-feira (11) pelo presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA) e do Conselho Deliberativo do SEBRAE/DF, Antônio Rocha, durante reunião com lideranças empresariais. Segundo Rocha, o modelo italiano permite fomentar este setor empresarial e, se utilizado no Brasil, irá alavancar as empresas, por exemplo, que são responsáveis pelo maior volume de emprego.

Esta posição da FIBRA foi colocada num café da manhã que teve por objetivo apresentar sugestões à pauta de reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Numa apresentação feita mostrou-se que, no Brasil, 98% das empresas se enquadram como sendo micro, pequenas e médias empresas. Durante audiência com o presidente Lula, o presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, colocou os pontos levantados na reunião que iniciou o trabalho nesta terça-feira (11).

Durante o relato, Skaf explicou que os empresários que integram a delegação estão em busca de oportunidades na Itália. Segundo ele, há três anos o grupo tem se mobilizado no sentido de entrar no mercado italiano. “Nosso fluxo de comércio, que era de US$ 4 bilhões, este ano deve chegar a US$ 10 bilhões”, destacou.

Para o presidente da FIESP se faz necessário que as empresas brasileiras tenham crédito para aquisição de máquinas e equipamentos italianos. Skaf destacou também a tecnologia italiana que vem sendo utilizada na área de refino de petróleo. Por outro lado, poderiam ser estabelecidas parcerias com a Itália para produção do etanol a partir da cana-de-açúcar.

No decorrer do Seminário Brasil-Itália: oportunidades de negócios, aconteceram reuniões setoriais com foco nas áreas de agronegócio, infra-estrutura, energia e Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Porém, nas reuniões o tema mais recorrente foi a crise financeira mundial.

À tarde, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez apresentação para os investidores italianos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Na exposição do programa, a ministra apontou diversas oportunidades a serem exploradas no mercado brasileiro.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que apesar de a população de italianos e seus descendentes, no Brasil, de cerca de 27 milhões de pessoas, quem se beneficia com as oportunidades são os espanhóis. Com o objetivo de retomar a aproximação com a Itália, segundo o ministro, se criou o fórum permanente de discussão Brasil-Itália que terá o primeiro encontro em março de 2009.

O encontro foi encerrado pelo presidente Lula. Em discurso, o presidente brasileiro enfatizou a proposta de parceria estratégica com a União Européia. Segundo ele, esta relação deve ser ampliada com a participação dos países que fazem parte do MERCOSUL. “Enquanto essa parceria estratégica não sai e não se consolida, nós precisamos fazer acordos bilaterais mais fortes”, disse Lula.

O presidente brasileiro lembrou-se das iniciativas com a França, como o Ano Brasil-França, e sugeriu utilizar o mesmo modelo com a Itália. De acordo com Lula, se faz necessário “aproveitar essa crise (mercado financeiro) para termos mais criatividade, mais ousadia e fazermos os investimentos que nós precisamos fazer. Ficar com medo de fazer investimentos neste instante é a gente consolidar a crise na economia real”, assegurou.

Lula reforçou o pedido para que os empresários italianos se mantenham próximo do Brasil. O presidente lembrou que durante algumas décadas o País esteve voltado para o comércio com os Estados Unidos. “A submissão colonial ao qual a gente foi submetido permitiu que o Brasil perdesse muito tempo. E eu quero dizer a vocês: nós não vamos perder mais tempo”, disse.

E prosseguiu: “O Brasil tem condições de ser uma grande potência. O Brasil tem condições de se desenvolver muito mais rapidamente e depende de ação pronta do governo brasileiro e dos empresários brasileiros.”


Mais informações
Vânia Mara Ferreira Gasperin
Coordenadora da Unidade de Comunicação e Marketing (UNICOM)
Federação das Indústrias do DF (FIBRA)
61 - 8185-0581

 
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