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DF ganha Associação dos Exportadores de Moda
Indústria planeja conquistar os mercados nacionais e internacionais
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21-Nov-2008
posse_amodf.jpgFoto: Cristiano Costa
Com o objetivo de expandir a indústria de moda do Distrito Federal, com participação mais efetiva nos mercados nacionais e internacionais, Brasília ganhou a Associação dos Exportadores de Moda do DF (AMO-DF). A entidade já surge com 30 indústrias do vestuário associadas e pretende ser mais atuante no comércio externo e colocar os produtos nas lojas de outros estados brasileiros.

Para a cerimônia de posse da primeira diretoria, a Federação das Indústrias do DF (FIBRA) abriu o auditório para receber lideranças sindicais, empresários, modelos, políticos e jornalistas na noite de quinta-feira (20). O presidente da FIBRA, Antônio Rocha, enfatizou a importância deste segmento como forma de diversificar a pauta de produtos exportados pela capital federal.
“No ano passado, entre janeiro e outubro, as exportações do DF foram de US$ 62,3 milhões. Em 2008, nos dez primeiros meses, as vendas externas chegaram a US$ 142,2 milhões, um crescimento de 122,64%. Os frangos e miudezas lideram a pauta de produtos enviados para o exterior. Agora, temos um importante movimento da indústria de moda no sentido de buscar a expansão e se apresentar como uma nova opção para entrar nos mercados”, afirmou Rocha.

A noite serviu também para que os empresários brasilienses comentassem sobre a crise financeira mundial alardeada, nas últimas semanas, pela mídia no Brasil e no exterior. Para o presidente da FIBRA, esta crise não terá impacto junto às indústrias, ao comércio varejista e atacadista do DF. Ele avalia que pelo fato de predominar micro e pequenas empresas, o mercado local atravessará este período sem problemas. “É na crise que os pequenos e microempresários se expandem. São bem mais criativos”, disse Rocha.

Este pensamento é compartilhado pelo secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo do DF, Adriano Amaral, que lembrou o debate realizado na federação, na noite anterior, quando a Associação de Jovens Empreendedores (AJE) reuniu, no mesmo espaço, empresários brasilienses para tratar da crise. “A conclusão que se chegou nesta mesa redonda é que a crise não existe”, assegurou Amaral.

Para o superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Renato Lemes, o segmento nacional terá um novo momento com a crise em função da desvalorização do real frente ao dólar norte-americano. Lemes afirmou a aposta da entidade na Associação do DF para a conquista dos mercados da moda.

O deputado federal Rodrigo Rollenberg (PSB) explicou que a relação dele com a indústria de moda iniciou quando era secretário para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. Naquela ocasião, segundo o parlamentar, havia um movimento para fortalecer o trabalho das cooperativas situadas em regiões carentes que produziam artesanatos.  “Percebemos que este segmento é capaz de integrar. É positivo. Tem um trabalho muito intenso e ajuda a divulgar a imagem do DF”, explicou.

Em seguida, aconteceu a posse da primeira diretoria da AMO-DF, que será presidida por Fernando Japiassu (SummerShop). O cargo de vice-presidente será exercido por Lucy Borges (Upper). Karina Szervinsk (Jukaf) será diretora social; Marcelo Torres (Vo2Max), diretor administrativo; e, Luiz Cláudio (No Limits) será o diretor financeiro da associação.

Durante discurso, Japiassu frisou que há 10 anos o DF era conhecido como um centro consumidor de produtos fabricados em outros estados. Segundo o empresário, a situação vem se modificando ao longo da década e atualmente Brasília vem se firmando com o surgimento de “talentosos estilistas” e o fortalecimento das escolas de moda. “O consumidor brasiliense é bastante exigente. Com isso faz a indústria local buscar produtos de qualidade ‘Made in DF’”, disse.
 
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