| Lideranças industriais do DF participam do II ENAI promovido pela CNI |
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| 22-Oct-2007 | |
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As perspectivas da indústria brasileira para os próximos anos marcaram a abertura do II Encontro Nacional da Indústria (ENAI), promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. O presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), Antônio Rocha, e lideranças industriais da capital federal destacaram a importância do evento, que debaterá temas como o crescimento na visão da indústria, desafios dos sindicatos e melhores práticas, desenvolvimento associativo, relações do trabalho, infra-estrutura, micro e pequenas empresas, reforma tributária e reforma previdenciária. “São temas de grande importância para a indústria brasileira. Nesse encontro, estão sendo canalizadas todas as opiniões dos empresários do país. Recentemente, num evento regional, tivemos a oportunidade de analisar questões referentes à realidade do DF que foram repassadas para a CNI, a quem cabe formalizar a agenda nacional”, afirmou Rocha. O II ENAI foi aberto hoje (22/10) pelo presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, ao destacar que o encontro “é o maior evento nacional de mobilização de sindicatos, associações setoriais e de federações de indústria”. Segundo Armando, a realização do ENAI “contribui para construir uma base mais sistêmica para a estrutura de representação do setor produtivo, permitindo maior coesão na atuação das nossas entidades”. Monteiro Neto lembrou que, no ano passado, durante o I ENAI, foram apresentados “temas considerados prioritários para o desenvolvimento do país”. Naquela ocasião, foi elaborado documento entregue aos candidatos à Presidência da República. “Naquele momento, a principal preocupação era o baixo crescimento do Brasil”, destacou. “Lembro uma estimativa que constava daquele documento: caso o Brasil mantivesse a mesma taxa de crescimento da renda per capita do período 1985 a 2005, levaríamos cem anos para dobrar a nossa renda per capita, ou seja, um século para atingir o nível de renda semelhante ao de Portugal em 2005. Este quadro começou a mudar no último ano, quando então superamos a taxa de 4% de crescimento anual do PIB. Se atingirmos e mantivermos taxas de crescimento do PIB de 5% ao ano, com um incremento populacional de 1,2% ao ano, os cem anos se reduzirão a 18! Já é outro, portanto, o nosso desafio. Não basta crescer. Temos de ampliar ou, pelo menos, manter o atual ritmo de crescimento. De forma sustentada”, afirmou. O presidente da CNI destacou a participação do segmento industrial brasileiro como impulsionador do país “rumo às mudanças necessárias”. Destacou “a inspiração de Roberto Simonsen e Euvaldo Lodi na criação de um novo conceito: um sistema de formação profissional financiado pela indústria e controlado pelos industriais. Este conceito foi o berço do Sistema S, um sistema de formação e apoio ao desenvolvimento empresarial que a América Latina hoje admira, considerando-o corretamente como um dos elementos de vantagem competitiva estrutural do Brasil sobre nossos vizinhos”. O Encontro Nacional da Indústria conta com a participação de 1,2 mil lideranças sindicais e empresariais do país. O DF tem 30 representantes dos 11 sindicatos filiados à FIBRA, além de técnicos do SESI e do SENAI. Após a abertura oficial, aconteceu o primeiro painel tendo como tema “Agenda do Crescimento”. A jornalista Maria Clara do Prado atuou como mediadora. O presidente do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter; o presidente da ABDIB, Paulo Godoy, o pesquisador do IPEA, Armando Castelar, e o professor titular da FEA/USP Celso Luiz Martone participaram do painel. À tarde ocorreram os painéis “Desafios dos sindicatos e melhores práticas”, “Programa de Desenvolvimento Associativo” e, no encerramento, “Comunicação: Alma do Negócio”. Nesta terça-feira (23/10), o II ENAI terá sessões temáticas e, no encerramento, será elaborado o documento com os resultados das propostas do segmento industrial brasileiro. |
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