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| Fibra: Sondagem da Indústria aponta faturamento maior no 4º trimestre |
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| 29-Oct-2007 | |
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Os industriais do Distrito Federal sinalizaram para um aumento do faturamento no quarto trimestre deste ano. O resultado apontou um nível de otimismo de 55,10 pontos, 2,62% superior à expectativa registrada para o terceiro trimestre de 2007. Este foi o melhor indicador para o trimestre dos últimos três anos. Os números constam da 20ª edição da Sondagem Conjuntural da Indústria do Distrito Federal divulgada hoje (29) pela Federação das Indústrias do DF (Fibra) em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Os pesquisadores entrevistaram 201 empresários dos dias 24 a 26 de setembro de 2007. Para o presidente da Fibra, Antônio Rocha, o índice apurado na pesquisa resulta de um trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos. Segundo ele, a evolução deste indicador comprova que as indústrias da capital federal estão prevendo o aumento das vendas em proporções maiores que nos anos anteriores. “Esse resultado comprova o ânimo do setor produtivo. Trata-se de um indicativo de que os empresários se encontram mais otimistas se comparado aos trimestres de 2005 e 2006”, avaliou Rocha. A expectativa de faturamento entre outubro e dezembro deste ano ficou 5,53% em relação ao mesmo período de 2006. Em relação ao último trimestre de 2005, a 20ª edição da Sondagem Conjuntural apresentou um avanço de 8,33%. O indicador varia num intervalo de 0 a 100 pontos e valores acima de 50 pontos indicam evolução positiva. Entre 2005 e 2007, a Sondagem Conjuntural somente ficou abaixo dos 50 pontos no primeiro e terceiro trimestres do ano passado. Taxa de juros A elevada taxa de juros e a falta de capital de giro são considerados os principais entreves na opinião dos empresários. Para 73,88% dos entrevistados as taxas praticadas pelo mercado reduzem o estímulo, esse comportamento traduz um crescimento de 1,67 ponto percentual em relação a avaliação, para o mesmo quesito, do terceiro trimestre deste ano. No caso do capital de giro, o resultado representou expansão de 2,92 pontos percentuais passando de 61,76% para 64,68%. Na prática, conforme análise da assessoria econômica da Fibra, essa evolução verificada nos dois quesitos indica que o custo de recursos financeiros para investimentos ainda continua elevado, sobretudo, para a modalidade de crédito para giro. Entretanto, nos quesitos falta de demanda, falta de financiamento de longo prazo e custo de aquisição da matéria-prima se mantiveram praticamente estáveis. Os fatores inadimplência dos clientes e compras governamentais apresentaram avaliações melhores do que aquilo que se esperava para o terceiro trimestre de 2007. A pesquisa também registrou uma expansão de 3,5% do indicador de evolução da economia brasiliense no último trimestre deste ano comparado com o trimestre anterior. Este quesito obteve 58,08 pontos contra 56,11 pontos no terceiro trimestre de 2007. O resultado foi o melhor de toda a série histórica iniciada em 2003. Se comparado com o último trimestre do ano passado, esta avaliação é 5,6% maior. Porém, o emprego industrial, segundo a 20ª Sondagem Conjuntural, permaneceu estável em comparação aos segundo e terceiro trimestres do ano. O resultado só é inferior à expectativa de oferta de emprego esperada para os três primeiros meses de 2007. Mesmo assim, a avaliação é melhor na comparação com o último trimestre de 2005 e os quatro trimestres do ano passado. Mais informações
Roberto Cordeiro |
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