| Programa Cozinha Brasil |
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| 31-Oct-2007 | |
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Promover uma alimentação nutritiva e de baixo custo parece ser a melhor saída para elevar os níveis de segurança alimentar e vida da população. Desde a assinatura do memorando de entendimento entre Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) e a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) para a expansão do Programa Cozinha Brasil na América Latina e no Caribe, autoridades de diversos países têm voltado sua atenção à iniciativa que se caracteriza como uma alternativa contra a fome. Ter esse projeto inserido no rol de planos traçados pela FAO, que luta para erradicar a fome e a pobreza na América Latina e no Caribe até o ano de 2025, é gratificante. Lançado em 2004, o Cozinha Brasil – Alimentação Inteligente – é uma iniciativa do SESI em parceria com os Ministérios de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Educação e da Saúde. Em todo o país mais de 280 mil pessoas já foram capacitadas pelo projeto, que tem o poder de impulsionar novas modalidades de hábitos alimentares. Assim, o SESI tem levado à população de baixa renda conhecimentos de como adquirir hábitos alimentares saudáveis e aprender a utilizar integralmente os alimentos, o que tem reflexo direto no seu estado nutricional e sua qualidade de vida sem aumentar os gastos com alimentação. Dar um tratamento diferenciado ao alimento que antes iria para o lixo, tornando-o fonte de proteínas vitaminas e elementos nutritivos para a população é o objetivo do Cozinha Brasil. Profissionais capacitados levam técnicas culinárias e dietéticas aos alunos que recebem o “kit Educação”, com cadernos, lápis, avental, touca e material de apoio, como livro de receitas, necessários para as aulas práticas. As aulas são ministradas em unidades móveis - caminhões estruturados com cozinhas experimentais -, o que permite levá-las aos mais diversos locais. Os participantes aprendem sobre nutrição, higiene e como manipular os alimentos e o aproveitamento de sementes, cascas e outras partes de alimentos antes desperdiçadas. No Distrito Federal, o projeto tem se estendido por diversas cidades graças ao empenho do SESI-DF, braço de responsabilidade social do Sistema FIBRA, que desenvolve também ações nas áreas de educação, saúde, lazer, esporte e cultura e Responsabilidade Social. Um convênio firmado com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho do GDF, por exemplo, permitiu que mais de 2.000 mil pessoas aprendessem as técnicas para aproveitamento integral dos alimentos. A meta do convênio com o GDF é treinar 3,2 mil pessoas na capital federal, que residem nos bolsões de pobreza. Foram escolhidos pontos onde se concentram comunidades carentes como Itapoã, Varjão, Sobradinho (Vila Rabelo), São Sebastião (Morro do Preá), Estrutural, Brazlândia (Vila São José), Gama, Ceilândia (Vila Feliz) e Planaltina (Arapoanga). Uma das propostas do programa é a chance de melhorar a renda familiar, pois, concluído o curso, os participantes podem se candidatar às vagas em restaurantes, lanchonetes e padarias. Outro atrativo do Cozinha Brasil é proporcionar à população de baixa renda instrumentos de combate à desnutrição e outras doenças relacionadas à falta de alimentação. Nesse contexto, o governo se beneficia com a redução de pacientes que poderiam procurar a rede pública hospitalar. Em setembro, quando se realizou a Ação Global – projeto do SESI em parceria com a Rede Globo, na Estrutural, o embaixador do Panamá no Brasil, Juan Bosco Bernal, conheceu de perto esse programa. E, como desdobramentos de convênios firmados com o governo panamenho, uma equipe de técnicos daquele país esteve em Taguatinga para conhecer, dentre outros projetos, o nosso Cozinha Brasil. Deste modo, estamos cumprindo uma das missões que considero das mais importantes: levar à população noções de como produzir alimentos baratos e nutritivos. Isso é uma ação para tornar a vida do cidadão mais saudável.
Antônio Rocha da Silva |
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