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| Seminário no Sebrae-DF debate Empreendedorismo Social |
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| 31-Oct-2007 | |
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O incentivo ao empreendedorismo social em comunidades carentes marcou, nesta quarta-feira (31), o seminário promovido pelo Sebrae-DF e pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social. O objetivo é ampliar o convênio para a formação de cooperativas de artesanatos na capital federal com a participação de 300 mulheres artesãs. O trabalho ocorre por meio do associativismo de mulheres que recebem consultorias de gestão, acesso ao mercado, participação em feiras e comercialização dos produtos. Para o presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra) e do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF, Antônio Rocha, o projeto permite que as famílias possam gerar emprego e renda. Segundo Rocha, esse movimento é importante, pois as mulheres possuem mais habilidades na administração dos orçamentos familiares. “Vocês fazem a diferença nesse país. E a nossa torcida é que, a cada dia, o produto de vocês conquiste esse mercado”, afirmou. O seminário permitiu a integração das artesãs que já estão atuando e lideranças comunitárias que planejam ingressar no programa. Na abertura do encontro, Ivone Simões, representante da cooperativa “Bonequeiras da Estrutural”, e Rose Mendes, da “Flor do Cerrado”, prestaram depoimentos sobre a importância do associativismo e o apoio do Sebrae e do Ministério da Ciência e Tecnologia. “Num país com elevado índice de desemprego estamos servindo de exemplo para que as pessoas possam ter emprego e renda. O Sebrae abriu as portas para a nossa comunidade”, afirmou Mendes. Ivone Simões contou que no início expunha os produtos em Taguatinga. Naquela ocasião, o artesanato produzido não despertava interesse dos consumidores. Ela explicou que foi incentivada a procurar o Sebrae-DF em função do programa de empreendedorismo social. Após receber orientações sobre gestão e comercialização dos produtos, o negócio começou a conquistar espaço. “Às vezes, a gente pensa pequeno. Não pode ser assim. Com o programa do Sebrae já estive na Itália e na África”, revelou. Seminário no Sebrae-DF Com o objetivo de ampliar a participação das mulheres no Projeto Ciência e Tecnologia para o Empreendedorismo Social, o Sebrae-DF realizou seminário na sede da instituição. A idéia é realizar a segunda fase do convênio com 15 novos grupos composto por 300 artesãs de São Sebastião, Recanto das Emas, Ceilândia, Gama, Planaltina e Estrutural. A gerente a Unidade de Empreendedorismo Social do Sebrae, Antonieta Contini, a mulher é uma empreendedora por natureza. “Ela não deixa de ser esposa e mãe para se empenhar no trabalho. Ela vai trabalhar, mas sabe da importância de se capacitar e da importância do mercado”, assinalou. “Quando você trabalha com a mulher, acaba trabalhando com a família toda e, deste modo, contribui para a melhora da qualidade de vida.” O deputado federal Rodrigo Rollenberg (PSB) informou que tem proposta de emenda para o orçamento da União para destinar recursos que assegurem a criação do Centro Tecnológico de Artesanato. O parlamentar foi o incentivador do programa de empreendedorismo das artesãs quando ocupava a Secretaria de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia. “Quando iniciamos o trabalho tínhamos uma qualidade dos produtos que hoje evolui muito, tanto nas peças quanto na vida das famílias. É por isso que ressalto aqui o meu compromisso com a continuidade desse trabalho”, disse Rollenberg. O superintendente do Sebrae-DF, Flávio Queiroga, explicou que o apoio da entidade ao projeto foi considerado prioritário pelo presidente Antônio Rocha. “Essas parcerias são importantes porque proporcionam a mobilização das pessoas. E vocês se mobilizam em torno de uma vocação”, afirmou Queiroga. Para o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Distrito Federal (Sindiveste-DF), Márcio Franca, o trabalho das artesãs é uma grande oportunidade para se estabelecer parceria com o segmento da moda de Brasília. |
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