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Feliz Brasil Novo
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02-Jan-2007

Acabou 2006. Agora, não adianta lamentarmos a pífia performance do Produto Interno Bruto brasileiro, que encerrou o ano com menos de 3% de crescimento. Também não adianta chorarmos a brutal e avassaladora carga tributária que assola os empreendimentos e devora quase 40% da riqueza do País. Além disso, não adianta nos irritarmos com a informalidade que devora os negócios formais e compete em condições totalmente livres de exigências, de encargos e de burocracia.

Não. Definitivamente, temos de mudar essa história. Apesar do baixo crescimento, da alta carga de impostos, da informalidade, da pirataria e dos incômodos juros, nunca o Brasil reuniu tantos instrumentos para fazer a silenciosa revolução do desenvolvimento econômico.

Na virada de cada ano, a esperança, o otimismo, a força e a fé são renovados. Ficam para trás a desilusão e o desapontamento do que não foi possível empreender, mas reluz, aqui e agora, a certeza de que é possível fazer mais e melhor. Afinal, são mais 12 meses ou 8.760 novas horas de oportunidades para trabalhar, para planejar, para perseguir os ideais e para implementar os projetos empenhados no final do ano.

Digo isso porque 2007 já está aí. E com ele, renovamos a certeza de que o “sapato já está ficando apertado para os nossos pés”. O Brasil tem de ser maior do que o seu sonho. Precisamos crescer e necessitamos de projetos estruturantes. Faz-se urgente uma revolução no sistema tributário, assim como também não podem esperar no “caderninho de pendências”, as reformas fiscal, trabalhista, sindical, da Previdência e política. Constam da lista, ainda, os investimentos em educação, saúde, transporte, segurança, cultura. A agenda é grande e complexa, mas totalmente exeqüível.

Como importante setor indutor do desenvolvimento sustentável, a indústria brasileira, orquestrada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), já está fazendo o seu dever de casa. Aproveitamos o processo eleitoral – em que a democracia nos brinda com a renovação de mais um ciclo na história política do País – e nos empenhamos no fortalecimento do ambiente propício ao investimento e ao crescimento.

Foram várias iniciativas de mobilização e de planejamento que culminaram na publicação de importantes documentos entregues aos governantes, como o Crescimento – A visão da indústria, Mapa Estratégico da Indústria e, no âmbito regional, lançado pela Fibra, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial do DF (PDI/DF).

Todas essas propostas convergem para uma certeza: a manutenção de um Estado perdulário, pesado e sem planejamento, somado à carga tributária acachapante poderão minar as possibilidades de crescimento do Brasil nos próximos anos. Não há mais espaço para gastar. Ao contrário, é preciso fechar as torneiras, para investir nos setores que realmente poderão efetivar o choque de crescimento que o País tanto almeja.

O Brasil tem de ser perene, firme e contínuo. Mas, para tanto, é preciso ter coragem. Coragem para avançar, coragem para sentar à mesa e firmeza para compor um grande consenso institucional visando à aprovação das reformas, a exemplo do que foi empenhado durante a aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.

Ademais, como os empresários são “brasileiros e não desistem nunca”, continuaremos mobilizados e dedicaremos horas e horas de trabalho e esmero na árdua tarefa de fazer do Brasil um país mais digno, mais justo e mais desenvolvido.

Antônio Rocha, presidente da Fibra

 
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