Exportações do DF chegam a US$ 58,2 milhões em nove meses
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01-Nov-2007

As exportações das empresas do Distrito Federal chegaram a US$ 58,2 milhões entre janeiro e setembro deste ano. Este desempenho comercial ficou 25,72% acima do das vendas externas registradas no mesmo período do ano passado. O resultado divulgado hoje (1º) pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) representa um recorde no comércio externo brasiliense. Em nove meses, o montante financeiro ficou bem próximo dos US$ 59,683 milhões contabilizados em 2005 e 12,03% menor do que as exportações de 2006 (US$ 66,168 milhões).

“As carnes de frango continuam sendo o destaque das vendas de nossas indústrias para o exterior. E a desvalorização do dólar americano frente à moeda brasileira tem impedido que os nossos resultados sejam melhores”, afirmou o presidente da Fibra, Antônio Rocha.

A Sadia lidera o ranking das indústrias exportadoras de Brasília. Em nove meses, a empresa exportou US$ 43,920 milhões, ou seja, 75,46% das vendas brasilienses. Enquanto isso, a Multigrain foi responsável por US$ 4,893 milhões (8,41%) e a Brazilian Hatching Eggs vendeu US$ 3,748 milhões (6,44%). A balança comercial registrou também a comercialização de produtos por pessoa física (US$ 234,2 mil). Essas vendas resultam no comércio de produtos por meio dos Correios.

Os principais produtos exportados foram carne de frango, miudezas, ovos e grãos de soja. Estes quatro produtos totalizaram US$ 53,980 milhões, equivalentes a 92,74% do comércio externo. Combustíveis e lubrificantes para aeronaves, máquinas e aparelhos para elevação de carga e descarga, quadros, pinturas e desenhos feitos à mão, engrenagens e roda de fricção também integram a pauta de produtos levados para o exterior.

A Venezuela continua sendo o mais importante mercado para as indústrias brasilienses. De janeiro a setembro deste ano, aquele país adquiriu US$ 22,297 milhões, o equivalente a 38,31% das vendas do DF. A Federação da Rússia ficou com a segunda posição do ranking, com US$ 7,4 milhões (12,72%), seguida pela Arábia Saudita (US$ 5,915 milhões – 10,16%) e China, US$ 5,557 milhões (9,55%).

Importações

As importações do governo federal continuam sendo o principal ponto de desequilíbrio da balança comercial do DF. Isso ocorre porque o maior volume de compras externas são do Ministério da Saúde que entra na conta de Brasília, embora os produtos sejam destinados para outras unidades da federação. Nos nove primeiros meses deste ano, a Saúde importou US$ 499,1 milhões, o equivalente a 60,42% do montante financeiro. No mesmo período, o Ministério da Justiça importou US$ 63,745 milhões (7,72%). A EMS S/A trouxe US$ 53,056 milhões (6,42%) e Medley S A Indústria Farmacêutica, US$ 29,013 milhões (3,51%).

A lista de importados engloba medicamentos, frações de sangue e vacinas. Os Estados Unidos lideram o ranking dos países exportadores. Nos nove primeiros meses de 2007, os norte-americanos venderam US$ 267,369 milhões para Brasília (32,36%). Em segundo lugar no ranking vem a Suíça com US$ 113,7 milhões (13,77%), seguido pela Alemanha, US$ 72,632 milhões (8,79%).

Mais informações
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
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