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| “Brasília Capital Digital” é defendida por vice-presidente da Fibra |
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| 06-Nov-2007 | |
Foto: Cristiano Costa
O primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Ricardo Caldas, defendeu hoje (6/11) a criação da marca “Brasília Capital Digital” como forma de se fortalecer o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) que se prepara para receber investimentos de cerca de R$ 4 bilhões com a criação do Parque Cidade Digital. Caldas proferiu palestra para jornalistas e executivos do jornal Correio Braziliense como parte do III Ciclo de Palestra Associados Centro-Oeste (ACO). Na oportunidade apresentou o cenário do setor industrial do DF e informou que um grupo de investidores de Taiwan se encontra em Brasília para avaliar possibilidades de investimentos na capital federal. “A visita dos empresários é desdobramento da missão oficial que ocorreu no mês passado em Taiwan e Japão. Naquela ocasião, os empresários ficaram entusiasmados com as informações que passamos sobre Brasília”, disse Caldas. O Ciclo de Palestra foi aberto com a exposição de Douglas Oliveira, da PriceWaterHouseCoopers, que mostrou detalhes de pesquisa sobre a avaliação do mercado na Região Centro-Oeste. Segundo Douglas, a pesquisa apontou a carga tributária como um dos maiores entraves aos investimentos e expansão das indústrias. Outro problema verificado na pesquisa da Price diz respeito à mão-de-obra qualificada. “Apesar do grande número de escolas, ainda há preocupação dos executivos e empresários com relação à contratação de profissionais da região. Por isso, muitas empresas buscam em outros estados”, afirmou. Desempenho e Perspectivas Caldas recebeu convite da direção do jornal para fazer uma exposição tendo como tema “Desempenho e Perspectivas do Setor Industrial do DF”. Na primeira parte da exposição, o primeiro vice-presidente da Fibra apresentou dados gerais da capital federal com enfoque no crescimento da população, no Produto Interno Bruto (PIB), renda per capita e o desempenho da balança comercial. Um gráfico ilustrou o declínio do PIB do DF em comparação com o do Brasil, que chegou em 2004 equivalendo 2,5% do total de riquezas do país. Caldas apresentou números da participação das atividades econômicas no PIB do DF e do Brasil, bem como o mercado de trabalho na capital federal. “Essas quadros que apresentei servem para mostrar por onde devemos trabalhar. Concluímos que o DF é uma cidade eminentemente administrativa e o quadro precisa ser modificado. Muitos perguntam: o DF tem indústria? Sim, tem uma indústria em condições de se expandir”, afirmou. Segundo Caldas, as principais conclusões são que a participação do DF no PIB nacional vem se reduzindo nos últimos 10 anos; a estagnação empresarial do DF é preocupante, pois o desenvolvimento dos setores secundário e terciário é condição primordial para a sustentabilidade econômica local; o setor empresarial é responsável por menos de 40% da riqueza produzida no DF; e a administração pública vem perdendo força na geração de emprego. Ele mostrou uma série de restrições à expansão do setor empresarial, indo do ambiente de negócios não adequados à competitividade pelas empresas do DF; desvantagens com os principais estados da federação; baixa integração econômica regional e economia local excessivamente dependente dos governos estadual e federal. “Sem política de desenvolvimento industrial não há possibilidade de reversão da queda da participação da indústria no PIB do DF”, disse. Em seguida, apresentou uma série de ações que estão sendo colocadas em prática com o objetivo de inverter o cenário econômico atual. Uma delas é o Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI-DF) com um conjunto das 52 metas, dentre elas a elevação do PIB que saltaria dos atuais 7,7% para 14,1% em 2015. “Para conseguir competir e elevar o nível de inovação tecnológica de um país, a indústria tem que superar o desafio de desenvolver suas próprias inovações, bem como agregá-las à produção”, concluiu. |
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