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A capital em revolução
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19-Nov-2007

Todas as noites, o cidadão acompanha o noticiário que chega pelas emissoras de rádio ou televisão em vários cantos do País. Há notícias de sobra provenientes de Brasília, dentre as que marcam a política e a administração pública. Aos olhos da sociedade, parece que o Distrito Federal se resume ao poder. Em outra frente, jovens e adultos voltam as suas esperanças para oportunidades de trabalho nos concursos públicos. Ter um emprego público é sinônimo de estabilidade e futuro promissor. Isso mobiliza milhares de pessoas. Afinal, todos querem um porto seguro.

Há, porém, uma revolução quase silenciosa em curso no quadrilátero onde o presidente Juscelino Kubitscheck construiu a nova capital federal. O setor produtivo começa a galgar espaços e a mostrar forças em busca do desenvolvimento. Essa revolução é pouco perceptível, ainda, porque a sociedade brasileira está impregnada da imagem da capital mostrada nos noticiários. É preciso olhar Brasília sob um ângulo diferente. O fato de ser o centro do poder é positivo, e deve servir como fator para agregar novos valores, ao mesmo tempo em que se abre espaço para uma outra fase do DF.

A indústria local vem dando sinais, ao longo dos últimos anos, de que tem amplo potencial de crescimento. Essa informação começa a chegar aos formadores de opinião: temos repetido como um mantra para potenciais investidores e até mesmo para os empresários já instalados no DF. Em 2006, apresentamos o Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial do DF (PDI-DI), um audacioso programa com 52 metas para atrair novas indústrias. Em 2007, numa parceria com o governo local, lançamos o DF Industrial, que tem dois pilares: atrair novos investimentos e manter as empresas que aqui se encontram com condições de competir nesse mercado. Nos contatos, mostramos as atratividades para investir no Distrito Federal.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é dos mais altos do País. A escolaridade é das mais elevadas. O DF lidera um eixo econômico de quatro milhões de habitantes distribuídos em cerca de 100 municípios. A capital brasileira tem uma importante opção de escoamento da produção local. Trata-se da Estação Aduaneira do Interior (Porto Seco), com infra-estrutura de 200 mil m2, área de alfândega, armazenagem, pátio para veículos pesados e espaços para contêineres.

Temos a nosso favor a proximidade com o governo federal, sem falar nas representações diplomáticas. Soma-se a essas vantagens o Parque Capital Digital, que começa a sair do papel. Uma área de 123 hectares abrigará os mais importantes empreendimentos do setor de tecnologia da informação e comunicação, com investimentos de R$ 4 bilhões e geração de 30 mil postos de trabalho. É esse conjunto de informações que queremos transmitir, cada vez mais, aos quatro cantos do País, na expectativa de despertar o interesse de investidores e permitir que todos enxerguem a cidade como uma das que têm maior potencial de crescimento. O mote é: descubra a Brasília do setor produtivo.

Antônio Rocha da Silva, presidente da Fibra e diretor da CNI

* Artigo publicado na revista Indústria Brasileira, edição n° 81 – Novembro 2007

 
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