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Um fundo de aval para o FCO
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26-Jul-2007
As medidas anunciadas nos últimos dias pelo GDF no âmbito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) tornam Brasília mais atrativa para as indústrias aqui instaladas e para aquelas empresas que estão buscando oportunidades de negócio. O aumento de 29% dos recursos disponíveis para empréstimos, com as taxas de juro mais baixas do país, sinaliza que a capital federal é competitiva.
 
Estão sendo colocados à disposição R$ 477 milhões. Para uma microempresa, é possível obter uma linha de financiamento a cerca de 6% ao ano. As empresas maiores têm uma taxa perto dos 10% ao ano. Uma das novidades é a possibilidade de empresas públicas recorrerem às linhas de crédito. Quando estatais buscam dinheiro no mercado, os benefícios vêm em cadeia, pois, sinalizam novos contratos de bens e serviços junto ao mercado local. Deste modo, pode-se vislumbrar o incremento do setor produtivo regional. A entrada do segmento da construção civil é observada como uma injeção de ânimo para a expansão.
 
As empresas do DF são responsáveis por 42 mil empregos, o maior contingente de mão-de-obra industrial na capital federal. Uma das muitas oportunidades para estas empresas está nas Parcerias Público-Privadas (PPPs), cujas regras foram flexibilizadas. Agora, o setor poderá ter mais fôlego para prosseguir em novos empreendimentos, com geração de mais postos de trabalho e renda. Um dado revelado pelo vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Octávio: para cada R$ 1 milhão investido se contrata 50 trabalhadores. Deste modo, se o bolo de R$ 477 milhões fosse destinado pelas empresas, teríamos condições de gerar mais de 23,8 mil postos de trabalho, um pouco acima de 10% do total de desempregados em Brasília.
 
No entanto, o balanço apresentado pelo Banco do Brasil, gestor dos recursos do FCO, mostra que, no ano passado, apenas 21% dos R$ 370 milhões foram repassados às empresas dentro dos critérios estabelecidos. A sobra retornou ao fundo e engordou o caixa para outros estados da região Centro-Oeste. A partir desta constatação, se buscou levantar as razões para que pequena parte dos recursos fosse liberada para as empresas. Por determinação constitucional, 51% do montante tem que ser destinados às microempresas. E o DF vive uma situação excepcional. Aqui estão instaladas 3,6 mil micro e pequenas empresas, ou seja, 98% das indústrias. Um empreendedor que venha buscar a linha de crédito para capital de giro precisa cumprir uma série de exigências que torna o acesso ao empréstimo impraticável.
 
As garantias a serem apresentadas ultrapassam a capacidade das empresas. Um exemplo: para se obter R$ 100 mil, o empresário precisa ter um patrimônio que seja o dobro deste valor. E, como a maioria dos empresários não possui condições para fazer frente à exigência, desiste e entra em outras modalidades de crédito oferecidas pelo sistema financeiro a taxas de juro mais elevadas. A solução está na busca de um modelo internacional de fundo de aval ou seguro de crédito. Técnicos da Federação das Indústrias do DF (Fibra) procedem às análises das experiências em países como os Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Índia e Japão. Estou certo que encontraremos a fórmula para equacionar o problema e, deste modo, mais empresários terão condições de obter empréstimos.
 
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