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As conquistas e os desafios
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12-Dec-2007

O Brasil entra numa nova era. Com o advento das transmissões digitais, os televisores analógicos que estão em 98,4% dos lares do Distrito Federal começam a ser substituídos de forma gradual. Uma imagem mais nítida será perceptível ao telespectador. No decorrer deste ano, em visitas à Rede Globo em Brasília e no Rio de Janeiro, tomei conhecimento de alguns detalhes desta transformação que chegará aos milhões de lares do país até o ano de 2016.

Essa evolução vai coroar aquilo que de melhor existe tecnologicamente no mercado mundial. Na linha do tempo, o segmento de eletroeletrônicos tem dado demonstrações destes avanços. Daquelas imagens pouco nítidas do século passado, em preto e branco, ao advento dos receptores em cor, a indústria nacional fez história.

Agora, o DF se prepara para o desafio de receber em seu parque uma fábrica de televisores com tecnologia digital. A capital federal possui todas as condições para impulsionar este mercado. Atrair novas indústrias é uma das metas que traçamos no decorrer dos últimos meses.

E isso somente se torna possível em função das parcerias que conquistamos com o governo federal, o GDF, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as representações diplomáticas. Em 2007, em viagens ao exterior, se percebeu o enorme interesse dos investidores no mercado local.

O programa DF Industrial, um desdobramento do PDI-DF, lançado no dia 1º de maio, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, foi o ponta-pé deste jogo que busca, de um lado, trazer para Brasília novas fábricas e, do outro, dar condições para que as indústrias aqui instaladas permaneçam com os planos de investimentos.

Dentro desse contexto, o Parque Capital Digital começa a ganhar forma a partir de decisões governamentais tomadas no decorrer do ano. O pólo especializado em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) vai atrair duas mil empresas com investimentos estimados na casa dos R$ 4 bilhões e expectativa de gerar cerca de 30 mil novos postos de trabalho.

Deste modo, o setor produtivo cumpre com aquilo que foi defendido pelo governador José Roberto Arruda e pelo vice Paulo Octávio Pereira. Cabe à iniciativa privada ampliar a oferta de emprego e, ao GDF, dar as condições para que esse ambiente favorável prospere. O enxugamento da máquina pública e a redução de despesas com locação de carros e prédios são dois exemplos das medidas adotadas no início do ano. Os recursos economizados seguem para obras de infra-estrutura.

Os resultados são percebidos nos indicadores da indústria do DF. A balança comercial brasiliense vem batendo recordes de exportação com a marca de US$ 60 milhões entre janeiro e setembro de 2007. As indústrias locais estão à busca de novos mercados no exterior. Isso será fundamental para a expansão e a diversificação dos produtos.

Na política de resultados, a Fibra prepara o planejamento estratégico com a finalidade de assegurar o norte para os próximos anos. Do Encontro Regional da Indústria surgiram propostas que serão implementadas dentro da visão dos nossos empresários. Na prática, as medidas servirão para fortalecer ainda mais a federação e os sindicatos e, deste modo, alavancar as ousadas metas do PDI-DF, dentre elas, aquela que permitirá o aumento da participação da indústria no PIB do Distrito Federal, saindo de 7,7% para 14,1% no ano de 2015.

Para coroar este ano de tantas conquistas, a indústria do DF promoveu o Mérito Industrial numa noite festiva, no sentido de homenagear empresas, empresários e parceiros desta empreitada que têm contribuído para o desenvolvimento econômico da nossa capital.

Antônio Rocha da Silva, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra)

(*) Artigo publicado na edição especial da Revista DF Industrial

 
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