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| Fibra: emprego da indústria cresce 4,48% em 10 meses |
| Exportações do DF podem fechar o ano com US$ 75 milhões, prevê Caldas |
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| 21-Dec-2007 | |
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A taxa de oferta de emprego nas indústrias do Distrito Federal cresceu 4,48% nos 10 primeiros meses de 2007 comparada com igual período do ano passado. Foram colocados no mercado de trabalho da capital federal quatro mil profissionais. Os números constam da 48ª Pesquisa “Indicadores de Desempenho da Indústria do DF” divulgada hoje (21/12) pelo primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Ricardo Caldas, em entrevista coletiva. Caldas previu também que as exportações das empresas brasilienses devem chegar a US$ 75 milhões, um recorde da série histórica. “Os empresários do DF têm motivos para tanto otimismo. No decorrer de 2007 conseguimos assegurar o crescimento da economia local. Isso nos permite avaliar que teremos um ano de 2008 ainda melhor”, afirmou Caldas. A pesquisa abrange os quesitos emprego, faturamento e Utilização da Capacidade Instalada (UCI). Segundo os indicadores, no mês de outubro deste ano, a oferta de emprego apresentou um aumento de 3,28% em relação ao mesmo mês do ano passado. Caldas explicou que houve avanço significativo na expansão do emprego na capital federal. Esse desempenho reforça os dados divulgados esta semana pelo GDF sobre a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do Dieese que apontou uma taxa de 16,6% de pessoas desempregadas. Na avaliação do dirigente da Fibra, apesar do índice ainda ser elevado com comparação à média nacional (9,5%), o resultado comprova que o número de desempregados no DF vem caindo ao longo dos últimos anos. De acordo com Caldas, alguns cenários para o próximo ano permitem avaliar que haverá incremento da oferta de trabalho em 2008, com destaque para os investimentos anunciados pelo governador do DF, José Roberto Arruda. O conjunto de empresa contabilizou um aumento do faturamento entre janeiro e outubro deste ano frente ao mesmo período de 2006. Segundo a pesquisa divulgada pela Fibra, o acumulado em 10 meses chegou a 4,64%. Os destaques ficaram com os setores de metal-mecânica (42,76%), edição e impressão (27,21%) e outras indústrias (10,16%). Quando comparados os meses de outubro de 2007 e 2006, o aumento do faturamento ficou em 5,48%, sem o ajuste sazonal. Esse foi o terceiro resultado positivo consecutivo nessa base de comparação, o que sugere a ocorrência de um maior ritmo de crescimento das vendas industriais nos próximos meses. O resultado agregado, segundo a pesquisa, foi impulsionado pelas atividades de alimentação (33,88%), madeira e mobiliário (55,97%) e metal-mecânica (12,87%). A pesquisa da Fibra registrou um avanço na UCI. Nos 10 primeiros meses de 2007, o conjunto de indústrias operou com 63,17% da capacidade de funcionamento. As atividades que mais se destacaram foram: tecnologia da informação (71,65%) e alimentação (72,38%). No entanto, os segmentos de reparação de veículos (57,53%) e edição e impressão (57,89%) tiveram os menores desempenhos. Exportações As exportações das indústrias brasilienses chegaram a US$ 63,89 milhões entre janeiro e outubro deste ano. Isso permite prevê que as vendas para o mercado externo devem fechar 2007 em cerca de US$ 75 milhões, um aumento de 15% em relação ao desempenho comercial do ano passado. Caldas explicou que mesmo com a desvalorização cambial, os produtos do DF têm conquistado fatias importantes no mercado internacional. “O ano de 2007 foi muito importante para o fortalecimento da parceria com o Sebrae-DF devido ao projeto desenvolvido no final do ano passado. Mais uma vez, a APEX colaborou com a participação de nossas indústrias em feiras internacionais, bem como o Ministério das Relações Exteriores, as embaixadas do Brasil e as embaixadas estrangeiras no Brasil, que auxiliaram com as missões internacionais e prospectivas”, destacou o primeiro vice-presidente da Fibra. O Exporta-CIN permitiu a implementação do projeto de internacionalização de empresas desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na Fibra, três empresas participaram do projeto: Gravia (metalurgia), Wise (Tecnologia e Informação) e Confraria (Coureiro e Calçadista). Outro avanço ficou por conta da inserção das exportações realizadas por Declaração Simplificada de Exportação (remessas de até US$ 20 mil) nos dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
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