Novas regras do IOF beneficiam cooperados da Credindústria
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09-Jan-2008
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Foto: Edilei Alves

As novas regras do Imposto sobre Operação Financeira (IOF) fixadas pelo governo federal, no começo deste ano, são mais atrativas para os cooperados da Credindústria. Enquanto no sistema financeiro a taxação de recursos chega a 3,38% do valor emprestado – inclusive cheque especial -, na cooperativa cobra-se 0,38%.  Uma linha de crédito de R$ 10 mil exigirá o desembolso de R$ 338 em qualquer banco do país. Já na Credindústria, é cobrado apenas R$ 38 pela operação.

Diante disso, o presidente da Cooperativa de Crédito da Indústria do DF (Credindústria), Yusef George Nimer, o Zuza, encaminhou aos associados uma correspondência eletrônica apresentando as vantagens aos cooperados. “As determinações do governo federal por meio do Decreto nº 6339/08 alterou, dentre outras coisas, os critérios de cobrança do IOF. Mesmo assim, elas são mais atrativas para os associados das cooperativas”, disse Zuza.

Os cooperados que se beneficiavam de alíquotas zero de IOF até o final de 2007, passam a pagar 0,38% de imposto sobre o valor liberado ou utilizado. No entanto, o cliente de um banco terá que desembolsar 3% ao ano sobre o recurso e mais 0,38% do valor liberado ou utilizado. O gerente de Negócios da Credindústria, Carlos Fernando Lages, lembra que a alíquota anterior para os empréstimos no sistema financeiro dobrou, ou seja, passou de 1,5% ao ano para 3%.

“Desta maneira, informamos aos nossos cooperados que mesmo com esta nova legislação, estamos ainda operando com menor alíquota que as demais instituições financeiras”, disse Lages.

A campanha de esclarecimento foi colocada em prática como forma de apresentar as vantagens para os cooperados e atrair novos associados à Credindústria. Segundo Lages, para se tornar integrante da cooperativa o candidato tem que ser industrial ou ligado ao segmento. A documentação exigida é a mesma do sistema financeiro. Porém, o futuro associado deverá adquirir cota de capital equivalente a R$ 500 (Pessoa Física) e R$ 1 mil (Pessoa Jurídica). De acordo com a participação no capital da cooperativa, o associado é remunerado com juros de 12% ao ano e a distribuição das sobras financeiras ao fim de cada exercício de acordo com a Lei nº 5764/71, proporcional à sua movimentação.

Lages disse também que um outro documento está sendo encaminhado aos presidentes dos 11 sindicatos filiados à Federação das Indústrias do DF (Fibra). A expectativa é ampliar ainda mais o quadro de associados da cooperativa. “Além de outras vantagens como menores taxas, menos tarifas e participação no resultado anual, ainda teremos este menor custo a nossos cooperados”, afirmou.

Para o presidente em exercício da Fibra, Ricardo Caldas, os atrativos da Credindústria permitirão uma maior participação dos empresários locais. “É um estímulo para o segmento industrial do DF”, assinalou Caldas.

As regras para o associado

Para se associar à Credindústria, o candidato tem de ser empresário ou ter participação direta ou indireta no segmento industrial. A adesão para pessoa física é feita mediante o aporte de R$ 500 e, para pessoa jurídica, R$ 1 mil. É com esses recursos que a cooperativa forma caixa para produzir seus negócios. As sobras conseguidas nestas operações financeiras são distribuídas anualmente aos cooperados na proporção das cotas adquiridas.

A participação do associado no bolo financeiro pode se ampliar a qualquer momento com novos aportes de dinheiro. Ou, se preferir, manter a posição inicial deste lucrativo negócio. Porém, para se ter acesso às facilidades colocadas à disposição os administradores da cooperativa levarão em conta a participação do associado. Uma movimentação financeira constante, articulada com aplicações e aquisições de produtos permitirá uma linha de crédito mais elevada.

“A diferença da Credindústria para os demais bancos é que todos são tratados de maneira igual. A mesma atenção que damos para um cliente que busca R$ 100 mil é dada para aquele que deseja R$ 100 emprestados”, conta Zuza.

A história do cooperativismo

O cooperativismo no Brasil vem ganhando espaço nas últimas décadas. O modelo agrupa sob o guarda-chuva do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) – braço operador financeiro – o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) que, por sua vez, faz o controle direto das cooperativas nacionais, regionais e locais. Em Brasília, o movimento para criar o “banco” da indústria surgiu em 1999, na sede da Fibra, quando empresários se articularam para sugerir mudanças na legislação.

Naquela época havia restrições do Banco Central. Somente determinados segmentos podiam  formar grupos e se associarem, como por exemplo, pessoas físicas e ligadas ao setor público. Os empresários também tinham autorizações limitadas. Na ocasião foi feita uma análise deste mercado e, em seguida, se buscou sensibilizar o governo federal sobre a necessidade de mudanças na legislação.

“Somente após muita insistência se editou uma lei permitindo o cooperativismo de empresários, tanto como pessoa física, tanto como pessoa jurídica. Em 2003, a lei foi sancionada e surgia então a Credindústria, a primeira cooperativa múltipla do Brasil”, lembra Zuza.

A inauguração se deu com toda pompa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu à cerimônia que marcou o ponta-pé inicial do “banco” da indústria. Para o presidente da Fibra, Antônio Rocha, se tratou do marco do cooperativismo do segmento econômico brasiliense.

“A nossa administração vem se pautando no incentivo à Credindústria. As vantagens são infinitas. Com isso, vejo com bastante otimismo a ampliação desse nicho de mercado”, afirma Rocha.

As cooperativas múltiplas de crédito no Brasil ocupam a sétima posição no ranking do sistema financeiro. Hoje, a capilaridade da rede permite a presença em 13 estados, com 973 pontos de atendimento e um patrimônio líquido da ordem de R$ 2,948 bilhões. Os empréstimos superam R$ 5,648 bilhões, com mais de 1,371 milhão de associados. No exercício de 2006, estes “bancos” produziram uma sobra (lucro) de R$ 429,415 milhões, um crescimento de 6,74% em relação ao resultado de 2005 (R$ 402,282 milhões).

No DF, existem 18 cooperativas múltiplas de crédito que tornam o mercado cada vez mais competitivo. A Credindústria tem uma tabela com taxas de juros das mais atraentes. Enquanto um banco comercial, por exemplo, cobra de 7% a 12% ao mês do cheque especial, a cooperativa oferece uma taxa mensal de 3,99%. A troca de cheques, num prazo de até 30 dias, os juros chegam a 2,2% e os empréstimos para quitação em um mês, 2,8%.

Um outro ponto positivo para as empresas está nos boletos de cobrança. Enquanto o mercado cobra cerca de R$ 4,20 por boleto emitido, a cooperativa fixou em R$ 1,50 o preço deste serviço. Além disso, o associado dispõe de uma ampla rede de banco eletrônico para saques no Brasil e no exterior. Com o cartão é possível também adquirir produtos em débito em conta ou pela modalidade crédito. Para conhecer outros produtos e serviços acesse o site www.credindustria.coop.br.

“O nosso sucesso está ligado à credibilidade do sistema. E o cooperativismo se fortalece e, deste modo, a Credindústria tende a crescer cada vez mais, com o apoio da Fibra e dos sindicatos”, prevê Zuza.

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Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
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