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| Senai-DF e GDF fecham contrato para cursos gratuitos em 2008 |
| Meta é capacitar 10,1 mil pessoas em 35 cursos |
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| 11-Jan-2008 | |
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-DF) e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho (SEDEST) fecharam as bases do contrato que oferecerá à população do Distrito Federal 10,1 mil matrículas em 35 cursos gratuitos em 2008. As primeiras turmas começam as atividades no mês de março. Para obter informações sobre os cursos e os benefícios, os candidatos devem procurar as Agências do Trabalhador (antigo SINE) mais próximas de sua residência ou pelo telefone 3961-1472. O objetivo dos cursos é atender a demanda de mão-de-obra qualificada por parte das indústrias locais, com reflexo na melhoraria da educação profissional e do aumento dos índices de emprego no Distrito Federal. Para se ter uma idéia da dimensão deste projeto, a quantidade de vagas oferecidas este ano é 172,93% maior do que as matrículas feitas entre 2004 e 2006, quando o GDF colocou à disposição 3,7 mil matrículas. Para estabelecer as diretrizes do contrato, as equipes do SENAI e da SEDEST receberam sugestões dos sindicatos patronais. A idéia é formar a grade de cursos que atende a necessidade das indústrias locais. Os detalhes do programa foram apresentados na última quarta-feira (10/1) em reunião na sede da Federação das Indústrias do DF (FIBRA). Deste modo, os candidatos poderão integrar turmas dos cursos de administrador de banco de dados, costureiro, instalador de sistemas de segurança eletrônica, programador de sistema de informação, técnicas de venda ou tele-atendimento, que seriam os mais procurados pelo setor industrial. “O objetivo das novas vagas é focar o ensino naqueles cursos que realmente os setores necessitam. Esperamos formar alunos que, ao concluírem os respectivos cursos, sejam contratados pelas indústrias”, afirma o secretário adjunto da SEDEST, João Oliveira. “A iniciativa privada precisa de um perfil profissional e o papel do estado é viabilizar a capacitação, dando condições do aluno sair com perspectivas de emprego”. Com o novo contrato e o montante de 10,1 mil novas mãos-de-obra qualificadas, somando às mais de 1,8 mil pessoas qualificadas pelo Plano Territorial de Qualificação (Planteq), o ano de 2008 dá sinais de que os níveis de formação profissional irão aumentar de forma significativa, equacionando um dos principais problemas dos empresários locais. “Com ações programadas para este ano, Brasília dará um grande passo para deixar de ser reconhecida apenas como a cidade de empregos públicos”, comentou Oliveira. A planilha formalizada prevê duas modalidades de cursos. Dezesseis cursos seguirão o modelo presencial, ou seja, o aluno freqüentará a sala de aula. Outros 17 cursos para 7.650 estudantes poderão ser feitos à distância, ou seja, pela rede mundial de computadores. Estes cursos estão mais voltados para o segmento de Tecnologia da Informação. “Tenho bom conhecimento na área de ensino à distância (EAD) e o que se percebe é que os alunos que concluem estes cursos têm melhores desempenhos do que aqueles que freqüentam as salas de aula”, diz o subsecretário da SEDEST, Emerson Freddi. Público alvo Ainda segundo o subsecretário, a seleção dos alunos não será restrita, podendo os sindicatos indicar pessoas para compor as turmas. “Apesar de não haver restrições, daremos uma certa prioridade aos beneficiários dos programas sociais do governo”, disse. Freddi explica que os beneficiários dos programas sociais precisam de qualificação para o mercado de trabalho e que, assim, poderão deixar de receber a assistência do governo. O secretário adjunto João Oliveira acrescenta: “Com todas essas ações, o estado não tem o dever de empregar, mas sim de dar condições de empregabilidade. Por isso, precisamos da ajuda do setor privado”. Os cidadãos inscritos na Agência do Trabalhador (antigo SINE) poderão ter preferência no momento da matrícula para os cursos gratuitos. Candidatos às vagas de emprego, muitos não conseguem retornar ao mercado formal de trabalho por falta de qualificação profissional. No ano passado, das 30 mil vagas oferecidas, apenas 7,5 mil conseguiram ser preenchidas. Estrutura Para melhor atender à população, o GDF buscou estabelecer parceria com o SENAI-DF, braço da indústria para o ensino profissionalizante, pelo fato de possuir infra-estrutura e qualidade dos educadores que vão se encarregar na formação da mão-de-obra. Além da estrutura das unidades do Senai no DF, o contrato prevê a possibilidade de ampliar a oferta de cursos em outros locais por meios de futuros convênios. “Os sindicatos, por exemplo, podem agregar valor a esses cursos dando flexibilidade ao aluno, quer seja permitindo as turmas de funcionarem em locais como, por exemplo, canteiros de obras”, disse a coordenadora de Educação Profissional do SENAI-DF, Eliane Campos. Os sindicatos mostraram interesse na proposta. “Podemos ter associados interessados que respondam a essa demanda”, explica o presidente do Sindicato da Indústria da Informação (SINFOR), Jeovani Ferreira Salomão. Para se inscrever em um dos cursos listados abaixo, os interessados deverão ter, no mínimo, 18 anos. Dependendo do curso escolhido, certificados de cursos básicos de informática poderão ser exigidos. Para inscrições, os interessados deverão procurar as agências do trabalhador nas cidades do DF. De acordo com o subsecretário Emerson Freddi, os alunos matriculados nestes cursos recebem vale transporte e auxílio alimentação. Serviço:
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Telefone das Agências do Trabalhador do DF
Brazlandia: 3391 2116
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