| Seguro-desemprego no DF chega a R$ 238,8 mi em 2007 |
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| 22-Jan-2008 | |
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O desembolso do governo federal para pagar o seguro-desemprego no Distrito Federal chegou a R$ 238,8 milhões no ano passado. De acordo com os números do Ministério do Trabalho e Emprego, obtidos com exclusividade pelo Jornal de Fibra, 113.377 pessoas tiveram direito ao benefício, um crescimento de 10,1% em relação aos 102.966 trabalhadores que foram demitidos sem justa causa em 2006 na capital federal. O aumento do valor pago pela União, de 35,74%, recebeu a influência, em parte, por causa do aumento do salário-mínimo (8,57%). No ano retrasado, as despesas com o seguro-desemprego ficaram em R$ 175,9 milhões. O DF ocupou a 12ª posição no ranking do benefício, liderado pelo Estado de São Paulo, com R$ 3,82 bilhões (1,6 milhões de trabalhadores demitidos). Minas Gerais ficou com a segunda posição (R$ 1,45 bilhão) e o Rio de Janeiro (R$ 1 bilhão) em terceiro lugar. De acordo com os dados do governo sobre o perfil do beneficiário, o tempo médio de permanência no último emprego ficou em 28 meses; 65,37% são do sexo masculino; 28,21% encontram-se na faixa etária de 30 a 39 anos; 34,27% possuem o segundo grau completo; e, 62,82% ganhavam anteriormente a média de dois salários-mínimos. Por atividade econômica, ainda segundo o governo, 30,81% dos demitidos que recorreram ao benefício são da área de serviços; 26,79% do comércio; e, 21,59% da indústria. Fatores determinantes No país, as despesas com o seguro totalizaram R$ 12,49 bilhões, beneficiando mais de seis milhões de pessoas. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, alguns aspectos diretamente relacionados ao aumento do dispêndio financeiro do seguro-desemprego devem ser considerados, como o crescimento do mercado de trabalho e a rotatividade, os demitidos sem justa causa, o tempo de permanência no emprego e o aumento do salário-mínimo. “Os índices do Cadastro Geral de Empregados e Desligados (CAGED) apontam um aumento no número de assalariados celetistas no mercado de trabalho brasileiro ao longo dos anos. Contudo, a realidade brasileira, apresenta um elevado índice de rotatividade de mão-de-obra, variável que explica o aumento dos índices do seguro-desemprego”, diz relatório do Ministério do Trabalho e Emprego. Com relação aos demitidos sem justa causa – público alvo do seguro-desemprego -, segundo dados do CAGED, apenas 7% dos trabalhadores conseguiram um novo posto de trabalho no mesmo mês da demissão. “Os trabalhadores que passam mais de um mês sem serem absorvidos no mercado são justamente os que entram com o requerimento para o seguro-desemprego”, aponta o documento. Empregos O balanço divulgado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, mostrou que em 2007 foram gerados 16.364 empregos celetistas no Distrito Federal. Esse resultado representou uma expansão de 3,13% em relação à base de empregados em dezembro de 2006. Ainda de acordo com os dados, entre 2003 e 2007, na capital federal, foram criados 89.699 postos de trabalho. O comércio foi o principal setor a absorver mão-de-obra no ano passado. Segundo o CAGED, 6.942 trabalhadores foram contratados. A indústria colocou no mercado de trabalho 4.395 pessoas, seguida pelo setor de serviços, com 4.044 novos contratos. No mês de dezembro, ainda segundo o governo, o DF e o Rio de Janeiro foram as únicas unidades da federação que não apresentaram queda na oferta de postos de trabalho. |
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