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| Capital Digital vai gerar 80 mil empregos e exportar US$ 100 mi por ano |
| Governador Arruda assina decreto que concede 60 dias de prazo para criar entidade gestora do PTCD |
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| 28-Jan-2008 | |
Foto: Cristiano Costa
O Distrito Federal vai dar um salto significativo na oferta de emprego nos próximos sete anos. A partir da implantação do Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD), o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) terá uma demanda de 80 mil profissionais em postos de trabalho direto e indireto. Neste mesmo período, o setor deverá captar investimentos da ordem de R$ 1 bilhão e impulsionará o mais importante setor da economia local, o suficiente para que as indústrias cheguem ao ano de 2014 com faturamento de R$ 5 bilhões, o dobro do resultado verificado no ano passado no Distrito Federal. As exportações da capital federal, que atualmente estão centralizadas no agronegócio, devem receber um aporte de US$ 100 milhões por ano apenas em produtos desenvolvidos no Capital Digital. Isso representará um crescimento de cerca de 22,69% se comparado com o resultado total das vendas das indústrias brasilienses para o mercado externo em 2007. Num espaço de três anos, dez empresas-âncora se instalarão na área de 123 hectares destinados ao projeto que recebeu a licença ambiental do Ibama. Este conjunto de metas, objetivos e ações do Capital Digital integra documento preparado pelo Grupo de Gestão que foi apresentado, hoje (28/1), ao governador José Roberto Arruda na sede da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra). Na oportunidade, o governador assinou decreto que concede prazo de 60 dias para a criação da entidade gestora do Parque Tecnológico. Ficou marcada para o dia 2 de abril, às 11h, na sede da Fibra, a cerimônia de instalação da gestora em evento que fará parte das comemorações dos 48 anos de Brasília. Na abertura da reunião, hoje, o presidente da Fibra, Antônio Rocha, entregou ao governador Arruda um conjunto de documentos, incluindo a licença ambiental concedida na última quinta-feira (24/1), pelo superintendente regional do Ibama, Francisco Palhares. “A decisão do Ibama, que na última quinta-feira (24/1) concedeu a licença ambiental, foi a vitória de uma importante etapa no sentido de implantarmos o Parque Tecnológico. Diante disso, o Banco do Brasil, que tem um projeto de construir uma unidade, poderá iniciar as obras”, afirmou Rocha. Para o governador, o Parque Tecnológico consiste “no futuro de Brasília, com a participação de indústrias não poluentes e que agregam valor”. O vice-governador do DF, Paulo Octávio, sugeriu que a Fibra lidere o movimento de capitação de recursos para a construção de um prédio para abrir empresas que tenham interesse em se instalarem no parque. A idéia é que a estrutura física seja alugada para conglomerados que venham para Brasília e desenvolvem os projetos de TIC.
Coube ao primeiro vice-presidente da Fibra, Ricardo Caldas, a apresentação dos cinco objetivos, 10 metas e 50 ações a serem implementadas. Segundo Caldas, “são metas bastante audaciosas, mas que não são impossíveis de serem atingidas”. No encerramento, o governador do DF assinou o decreto no qual dá poderes ao Grupo de Gestão no sentido de prosseguir com as próximas etapas do PTCD. Um dos pontos considerados mais importante pela equipe encarregada de elaborar o documento é a expansão do emprego na capital brasileira. A meta de 80 mil novas vagas irá impulsionar o mercado brasiliense com a geração de mais renda para as famílias. Isso porque uma fatia significante de massa trabalhadora será formada por profissionais qualificados, cujos salários são bem mais elevados. Outro dado é exatamente a redução das taxas de desemprego no DF. Numa comparação com a população de 219 mil pessoas desempregadas, somente o Capital Digital poderá absorver 36,5% desde que se enquadrem nos perfis das indústrias que tocarão o projeto, quer seja nas obras de infra-estrutura ou nas próprias empresas tecnológicas. Além disso, as metas do PTCD contemplam atrair cinco laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento de classe internacional e estabelecer alianças estratégicas com no mínimo um parque tecnológico de cada continente até 2010, bem como qualificar ou atrair 15 mil profissionais até o ano de 2014 em TIC. A idéia é formar 500 doutores, 3,5 mil mestres e 11 mil especialistas e técnicos. E os profissionais que atuarão nestas empresas deverão ter fluência em pelo menos uma língua estrangeira, com preferência para o inglês. Um conjunto de cinco objetivos foi estabelecido neste documento que foi entregue ao governador Arruda. A idéia é tornar a indústria da TIC do Distrito Federal uma das mais evoluídas e competitivas do mundo. Pretende-se também promover e desenvolver a economia do DF e região por meio da TIC; atrair investimentos para o PTCD; transformar do Parque Tecnológico em agente indutor de políticas de TIC e de inovação para o país; e, estimular a integração entre os setores produtivos, academia e governo. O Grupo de Gestão elaborou a minuta de um decreto propondo ao governador com vistas aos desdobramentos das próximas etapas do projeto. No documento, fixa-se prazo de até 60 dias para que seja criada a entidade gestora do Capital Digital. O texto mantém a composição atual do Grupo de Gestão sob coordenação da Fibra e abre espaço para que “os órgãos e entidades da estrutura do Governo do Distrito Federal” possam dar “apoio operacional, administrativo, financeiro e logístico ao Grupo de Gestão no limite de competências e atribuições”. Por meio do Decreto nº 28.502, de 4 de dezembro de 2007, assinado pelo governador Arruda, o Grupo de Gestão foi criado. Sob a liderança de Federação das Indústrias do DF (Fibra), o Grupo conta com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Católica de Brasília (UCB). A partir do decreto, a equipe começou a se formar para a elaboração do Plano de Trabalho do Parque Tecnológico Capital Digital. Para o secretário executivo do Grupo de Gestão, Claynor Fernando Mazzarolo, a idéia é mostrar as potencialidades do Distrito Federal para receber as mais importantes indústrias do setor de Tecnologia da Informação (TI) e consolidar a capital federal como pólo de desenvolvimento neste mercado.
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