Jornal de Fibra
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Enquete do mês
| Fibra: Empresários do DF confiantes na economia |
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| 30-Jan-2008 | |
Foto: Cristiano Costa
O empresário brasiliense mostrou-se mais confiante no desempenho da economia local para o primeiro trimestre de 2008 se comparado com a mesma expectativa para os três últimos meses do ano passado. O índice apurado alcançou 61,17 pontos, um crescimento de 5,32% em relação ao resultado para os meses de outubro, novembro e dezembro de 2007. Da série histórica, iniciada em 2005, a avaliação foi superada apenas nos três primeiros meses do ano passado, quando este indicador registrou 68,68 pontos. O índice de confiança dos empresários do Distrito Federal faz parte da 21ª edição da Sondagem Conjuntural da Indústria. A equipe de pesquisadores entrevistou 179 industriais entre os dias 17, 18 e 19 de dezembro. “Com os avanços conquistados nas últimas semanas, em especial com a apresentação do documento do Parque Tecnológico Capital Digital ao governador José Roberto Arruda, haverá uma elevação ainda maior da expectativa dos empresários na próxima pesquisa”, avalia o presidente da Fibra, Antônio Rocha. A Sondagem Conjuntural verificou também as expectativas de oferta de emprego, investimento e faturamento, bem com buscou-se identificar os principais fatores que podem influenciar a indústria do DF nestes primeiros meses do ano. O documento comprovou um quadro estabilidade com relação aos quesitos faturamento e emprego, o que pode ser creditado ao cenário de desaquecimento sazonal da atividade industrial característica de início de ano. No item emprego, a pesquisa apontou uma taxa de 50,28 pontos, ou seja, um pouco mais da metade dos empresários que responderam a questão mostrou-se otimista com relação à contratação de mão-de-obra no DF. Este resultado se manteve bem próximo das avaliações apontadas nos três últimos trimestres de 2007, e 2,61 pontos abaixo do que se apurou na Sondagem Conjuntural para o primeiro trimestre do ano passado. Porém, quando se buscou avaliar a perspectiva de faturamento para o período janeiro a março, constatou-se valores menores que os verificados nos últimos cinco trimestres anteriores. De acordo com a avaliação de técnicos da Fibra, “esse resultado deve ser atribuído a um fator de natureza sazonal, caracterizado pela avaliação dos empresários de que todo início de ano ocorre uma desaceleração nas vendas”. No entanto, a expectativa ficou em 49,02 pontos, bem na linha divisória dos 50 pontos, o que indica uma estabilidade, mas 6,08 pontos abaixo da avaliação para os últimos três meses de 2007. A alta carga tributária, seguida de taxa de juros elevada e falta de demanda foram apontados como sendo os principais entraves da indústria do DF. Para 84,36% dos entrevistados, o excesso de impostos é o fator que mais atrapalha o segmento industrial. Mesmo assim, verificou-se um recuo de 3,3 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. O quesito falta de capital de giro aparece como aquele que registrou a maior queda na percepção dos empresários. Enquanto 64,68% dos entrevistados informaram que a falta de capital de giro era um dos problemas na avaliação da pesquisa do último trimestre de 2007, 58,8% dos entrevistados acharam que este fator influenciará nos negócios neste início de 2008. Dos nove itens do questionário, apenas a inadimplência dos clientes teve um resultado maior neste trimestre para os três últimos meses do ano passado. Para 42,7% dos entrevistados a inadimplência figurou como o sétimo problema no ranking. Na edição anterior da pesquisa, 41,17% dos entrevistados disseram que o calote seria entrave para a indústria.
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