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Exportações no DF chegam a US$ 45,6 milhões em sete meses
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21-Aug-2007

Apesar da desvalorização do dólar frente ao real, as exportações do Distrito Federal vêm se mantendo num ritmo crescente. Entre janeiro e julho de 2007, as vendas de produtos brasilienses para o mercado externo chegaram a US$ 45,6 milhões, um crescimento de 29,62% comparado com o resultado em igual período do ano passado. De acordo com o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do DF (Fibra) esse desempenho mostra que o comércio exterior tem espaço para crescer e que o cenário desfavorável na taxa de câmbio teve pouca influência no fluxo comercial. “Com o dólar americano voltando a patamares acima dos R$ 2, o desempenho da nossa balança comercial tende a melhorar. De qualquer maneira, verificamos que as vendas para o mercado internacional estão sendo mantidas”, afirmou o presidente da Fibra, Antônio Rocha.

As exportações no mês de julho de 2007 ficaram em US$ 6,949 milhões, um aumento de 3,25% em comparação a junho deste ano (US$ 6,730 milhões). Porém, este desempenho comercial ficou -24,4% menor do que o resultado contabilizado em maio (US$ 9,192 milhões), quando o dólar iniciou o processo de queda. Mesmo assim, as exportações em julho deste ano tiveram um pequeno recuo (-2,42%) em relação às vendas externas de julho de 2006 (US$ 7,122 milhões).
 
A Sadia S/A lidera com folga o ranking das empresas exportadoras do DF. Nos sete primeiros meses deste ano, a Sadia vendeu para o mercado externo US$ 34,6 milhões (75,90%) do volume. A Multigrain S/A enviou para o exterior US$ 4,6 milhões em produtos (10,26%), seguida pela Brazilian Hatching Eggs Comercial Exportadora, com US$ 2,7 milhões (6,10%). As carnes de galos/galinhas são os principais produtos, com US$ 23 milhões (50,45%), seguidas de pedaços e miudezas de frango com exportações de US$ 11,6 milhões (25,43%).
 
As empresas brasilienses exportaram também grãos de soja (US$ 5,9 milhões), ovos de galinha para encubação (US$ 2,78 milhões), consumo de bordo – combustíveis e lubrificantes para aviões (US$ 741,4 mil) e máquinas e aparelhos para elevação de carga e descarga (US$ 549 mil).
 
O ranking dos países importadores do DF trouxe algumas novidades no mês de julho. A Venezuela (43,47%) continua na liderança, mas apresentou redução de 4,76 pontos percentuais no mês passado em relação a junho. Enquanto isso, a Rússia (11,05%) teve crescimento de 3,8 pontos percentuais e já ocupa a terceira posição, ultrapassando a Arábia Saudita que caiu para o quarto lugar. Outro fato constatado é a entrada do Japão entre os dez maiores importadores dos produtos brasilienses ao superar a Jordânia.
 
Desequilíbrio da balança
 
As importações de medicamentos, pelo Ministério da Saúde, continua causando impacto na balança comercial do DF. Embora os remédios sejam distribuídos para diversos pontos do país, a entrada é feita por Brasília, fato que acarreta disparidade. Para se ter uma idéia, entre janeiro e julho de 2007, o ministério adquiriu US$ 414,6 milhões em produtos, o equivalente a 62,41% das importações. O Ministério da Justiça importou US$ 46,8 milhões (7,05%). A Medley S/A Indústria Farmacêutica ocupa a quarta posição neste ranking, com importações de US$ 21,1 milhões (3,18%).
 
Os Estados Unidos lideram o ranking dos países que vendem para o DF com US$ 247 milhões (37,19%), seguidos pela Suíça (US$ 83 milhões), Alemanha (US$ 40 milhões), França (US$ 36,9 milhões), Espanha (US$ 28,8 milhões) e Reino Unido (US$ 24 milhões). A balança comercial também mostrou um desequilíbrio entre as exportações e importações entre o Distrito Federal, os Estados Unidos, a China e a Venezuela. O fluxo comercial é muito desigual quando se comparam as vendas do DF para os Estados Unidos. De janeiro a julho deste ano, os americanos importaram US$ 984,7 mil, contra US$ 247 milhões em importações pelo DF. Já a Venezuela importou US$ 19,8 milhões nos sete primeiros meses do ano e o DF apareceu como comprador de US$ 21 milhões em produtos venezuelanos. Até mesmo a China, que fica no segundo lugar no grupo de países que compram produtos do DF, com pouco mais de US$ 5,2 milhões, conseguiu exportar para a capital brasileira US$ 23,7 milhões.

 
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