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| Exportações do DF chegam a US$ 11 milhões em janeiro de 2008 |
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| 08-Feb-2008 | |
Foto: Cristiano Costa
O comércio de produtos brasilienses para o mercado externo ficou em US$ 11 milhões em janeiro de 2008. O desempenho foi 43,75% superior aos US$ 7,652 milhões registrados em dezembro do ano passado e 197,2% maior do que janeiro de 2007. O resultado das exportações do Distrito Federal está no relatório da balança comercial brasileira divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na próxima semana saem os dados consolidados sobre os produtos comercializados e os países que adquiriram da indústria da capital federal. Para o presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Antônio Rocha, trata-se de “um resultado bem satisfatório” para o setor produtivo local. Segundo Rocha, os avanços nas vendas externas sinalizam para uma política mais dinâmica que vem sendo promovida no âmbito da Fibra e que conta com o apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e do governo federal. “As exportações superaram as nossas expectativas. O mês de janeiro apresentou-se excelente para o DF. E há muito espaço para a expansão das vendas brasilienses nos próximos meses”, comemorou Rocha. Se comparado com o volume de exportações registrado no ano passado (US$ 81,5 milhões), o mês de janeiro representou 13,49% desse comércio. Técnicos da Fibra acreditam que, se for mantido o ritmo nos próximos meses, o ano de 2008 pode superar o desempenho de 2007, considerado recorde histórico do DF. Pelo critério do aumento das vendas, o DF ficou em segundo lugar no ranking com 197,2%, atrás apenas do Acre, que apresentou um aumento de 246,4% nas vendas em janeiro de 2008. Enquanto isso, as importações do DF tiveram uma queda de 62,7% no mês passado em comparação com igual período de 2007. Em janeiro de 2008, as compras externas ficaram em US$ 70,3 milhões contra US$ 188,5 milhões em janeiro do ano passado. Embora ainda não sejam conhecidos oficialmente os produtos importados, técnicos da federação acreditam que o maior volume seja de medicamentos adquiridos pelo Ministério da Saúde junto ao mercado externo. “Esse desequilíbrio na balança comercial é fruto das compras governamentais que entram na conta do DF muito embora os produtos importados sejam destinados também a outras unidades da federação. Mas, devemos considerar que cada vez mais empresas de Brasília estão entrando no competitivo mercado internacional”, afirmou Rocha. Pelo menos cinco indústrias locais já se posicionaram no comércio exterior. A Confraria, indústria de bolsas e acessórios promoveu a exportação no mês de janeiro e, por conta disso, deve participar em março da feira prêt-à-porter, em Paris, um dos mais importantes eventos da moda mundial. A Summer Shop está vendendo produtos da moda praia e a Apoena, prepara-se para entrar no mercado do Japão. No ano passado, a Gravia participou de feira no continente africano como forma de prospecção do mercado. A Indústrias Rossi também seguiu o mesmo caminho na busca de compradores estrangeiros. Deste modo, o DF começa a ampliar e diversificar as exportações. Atualmente, o maior volume de produtos exportados é de frango e miudezas. Em 2007, a Sadia comercializou US$ 60,1 milhões, ou seja, 73,76% das vendas brasilienses. A Venezuela foi o principal mercado, com US$ 27,45 milhões, equivalentes a 33,67% do volume financeiro.
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