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| DF exportou US$ 22 milhões no primeiro bimestre de 2008 |
| 123° Encomex comemora números da balança comercial e orienta empresários sobre exportação |
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| 04-Mar-2008 | |
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Foto: Cristiano Costa
As exportações do DF chegaram a US$ 22 milhões no primeiro bimestre de 2008. Os números revelam um crescimento de 136,55% entre janeiro e fevereiro deste ano em comparação com o mesmo período de 2007. O presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Antônio Rocha, comemora o avanço do DF e registra a participação da indústria local no crescimento do comércio exterior nos últimos seis anos. Segundo ele, até o ano de 2002, as exportações oscilavam entre US$ 1,66 milhão e US$ 30,8 milhões em 12 meses e, agora, apenas em dois meses, foi atingida a marca dos US$ 22 milhões. “Em fevereiro, o comércio externo brasiliense ficou em cerca de US$ 11 milhões, um avanço de 96,42% em relação ao mesmo mês do ano passado. Isso mostra o potencial de crescimento das nossas exportações. A Brasília, que para muitos tem sido destaque pelo fato de ser a capital político-administrativa do país, passará a ser reconhecida também como a Brasília do setor produtivo, da indústria que se articula para crescer em números reais, pois tem todas as condições para isso”, afirmou Rocha. O desempenho das vendas para o mercado internacional foi comemorado ontem, durante o 123º Encontro de Comércio Exterior (Encomex), realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Na abertura do evento, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, ressaltou a expressiva participação do DF na balança comercial brasileira, passando de US$ 9 milhões para US$ 81 milhões vendidos em dez anos. “O DF tem crescido de forma impressionante em suas vendas externas. A indústria brasiliense está de parabéns pela incorporação da cultura exportadora”, disse. Esse sentimento é compartilhado com o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do DF, Paulo Octávio. Segundo afirmou, o governo local vem buscando dar condições para que as empresas possam se preparar para o mercado internacional. Paulo Octávio acredita que as ações do setor público vão assegurar “a cultura exportadora do DF”. O vice-governador destacou em seu discurso os resultados das indústrias brasilienses e acredita que o GDF dará “o máximo de apoio possível para os empresários que queiram exportar”. “Desde que assumimos o governo, Arruda e eu temos procurado investir no DF com olhos voltados para o mundo. O Brasil tem um cenário sem fronteiras para o comércio e, no DF, criamos um ambiente favorável às vendas dos made in Brasília com maior oferta de créditos e desburocratização para MPEs”, avalia. O governo federal aposta no potencial de Brasília. O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, disse que vem sendo colocada à disposição dos exportadores da capital federal “uma série de incentivos” que permitirá a ampliação o volume de vendas para o mercado internacional. Além disso, o governo tem procurado a diversificação da pauta de produtos e de países importadores.
Durante o 123º Encomex, foram realizados painéis que exemplificaram os caminhos necessários para a exportação, apresentando, por meio de palestras e oficinas, políticas e ações de comércio exterior, instrumentos de apoio e estímulo e mecanismos de financiamento. O evento contou com a presença de um público estimado em 1,2 mil pessoas, entre empresários que já contam experiências de exportações e outros que buscaram no evento informações sobre os caminhos para exportar seus produtos, além de estudantes de administração de empresas e comércio exterior. Para os empresários do DF, a realização de um evento do porte do Encomex vem em boa hora. “Pequenos empresários como eu precisamos desse estímulo para constatar que é possível exportar e o Encomex nos mostra os caminhos mais fáceis para alcançarmos nosso objetivo”, observa a micro-empresária Maria Luíza Marques. Entre os futuros profissionais de administração de empresas e comércio exterior, a palavra exportação também não é mais sinônimo de complexidade. “O Encomex nos traz conhecimento dos avanços da exportação brasileira, em especial do DF, onde pretendo ingressar no mercado de trabalho”, comemora a estudante Roberta Kellen Nogueira. Um dos fatores que ajudará a impulsionar as exportações do DF é o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD), empreendimento que vem sendo organizado sob a coordenação da Fibra. Estudos feitos pelo Grupo de Gestão indicam que o comércio externo de produtos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) deve chegar a US$ 100 milhões, ou seja, um acréscimo importante no fluxo comercial de Brasília. Para o presidente da Fibra, Antônio Rocha, as conquistas obtidas no âmbito do comércio exterior têm sido possíveis em função da mobilização dos empresários do DF e o suporte que se tem dado para o incentivo às exportações por meio do Sebrae-DF e do Centro Internacional de Negócios (CIN), braço da Fibra para o mercado internacional. Programa importante para inserir, de forma sustentável, as empresas brasileiras no mercado exterior é o Exporta-CIN, desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e executado pelos Centros Internacionais de Negócios (CINs) das federações de indústrias. O programa prevê o acompanhamento das empresas selecionadas desde as atividades de planejamento da sua internacionalização até a realização de uma operação de exportação. Em moldes semelhantes ao Exporta-CIN, o Centro-Oeste Export se apresenta como um projeto caracterizado como específico do Distrito Federal. Trata-se de uma parceria do Sebrae-DF com a Fibra e o MDIC que busca estruturar e inserir micro e pequenas empresas e empreendedores no mercado internacional. Segundo Daniel Hudson, gestor do projeto no Sebrae-DF, o objetivo é inserir, até o final do ano, cinco empresas brasilienses no mercado internacional. Entre os empresários do DF que já se orgulham das experiências com o comércio exterior está Fernando Japiassu. A SummerShop, sua empresa especializada em moda praia e fitness, filiada ao Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindiveste-DF) já vendeu seus produtos para países como Chile, Espanha, África do Sul e Portugal. “O Centro Internacional de Negócios da Fibra é um canal valiosíssimo para o industrial brasiliense que almeja vôos internacionais”, ressalta Fernando.
Patrick Selvatti |
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