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Empresários do DF participam de missão comercial na Índia
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24-Mar-2008

misso_india.jpgO aumento do fluxo comercial Brasília-Nova Délhi é um dos objetivos dos empresários do Distrito Federal que desembarcam nesta segunda-feira (24) na capital administrativa da Índia. Sob liderança do presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Antônio Rocha, os empresários participam de reuniões bilaterais com focos no “Panorama do Mercado Indiano”, “Como fazer negócios na Índia” e “Apresentações Setoriais de Entidades Brasileiras”. Entre janeiro e fevereiro de 2008, as vendas da Índia para o DF ficaram em cerca de US$ 9 milhões. Enquanto isso, a balança comercial não registrou exportações das empresas brasilienses para a Índia.

A delegação brasileira conta com a participação de 80 pessoas. Além dos industriais brasilienses, a comitiva tem empresários de outros estados e dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O grupo está sob coordenação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. A programação foi previamente elaborada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Câmara de Comércio Brasil-Índia.

“Vamos mostrar para os investidores indianos as oportunidades que se abrem no DF. Temos o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD) que vai exigir investimentos de R$ 1 bilhão. Os indianos devem se interessar por esse projeto. Será o momento de abrir um excelente mercado com os indianos”, afirmou Antônio Rocha.

Além dos investimentos, o plano de trabalho do Capital Digital prevê também atrair cinco laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento de classe internacional, 10 empresas-âncora e incubar 100 empresas inovadoras. Esse conjunto de ações do parque tecnológico tem entre outros objetivos aumentar as exportações das indústrias brasilienses. A meta é chegar no ano de 2014 com acréscimo de US$ 100 milhões.

Missão Índia

A missão brasileira na Índia acontece nos dias 25 e 26 de março. As áreas industriais que estão representadas na viagem são de máquinas e equipamentos; equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos; móveis e artefatos de madeira; pisos e revestimentos; eletro-eletrônicos; software e componentes para couro e calçados. Os setores foram selecionados por Brasil e Índia, por serem considerados de interesse prioritário no comércio bilateral.

Na programação da missão constam: workshops para empresários brasileiros com os temas “Panorama do Mercado Indiano”, “Como Fazer Negócios na Índia” e “Apresentações Setoriais de Entidades Brasileiras”, além de reuniões privadas entre empresários brasileiros e indianos e palestras sobre “Oportunidades na Índia” e “Oportunidades no Brasil”. O ministro Miguel Jorge também realizará reunião bilateral com o ministro do Comércio e Indústria da Índia, Kamal Nath, e visitará a fábrica da empresa Marcopolo, na cidade de Lucknow.

Oportunidades

Os empresários brasilienses estão com as atenções voltadas para o mercado da Índia. No ano passado, o presidente da Fibra, participou da visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, àquele país. Ao mesmo tempo em que as empresas do DF se preparam para descobrir oportunidades de negócios no mercado indiano, Rocha acredita que o setor de fármacos – além do TIC – pode ser importante para a vinda de empresas indianas.

Essa posição se torna mais visível a partir da análise das importações do DF. A venda de produtos para o mercado local que, por sua vez é distribuído para o país, tem foco nos medicamentos. O Pólo JK, que vem recebendo investimentos da União Química deve contar também com um centro de distribuição de remédios do Ministério da Saúde. “O mercado é muito amplo. Brasília vai se deslanchar e se fortalecer com capital do setor produtivo. Há um trabalho em curso nesse sentido”, disse Antônio Rocha.

No cruzamento da pauta de exportações e importações Brasil-Índia, segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, as maiores possibilidades de ampliação das exportações brasileiras ao país estão nas áreas de produtos agrícolas e bens industrializados. Alguns dos principais produtos que podem contribuir para o aumento das vendas são: petroquímicos, celulares e outros aparelhos de telefonia, bens de informática, equipamentos para terraplanagem, minério de cobre, laminados planos, óleo de soja, carne bovina, laticínios, café, soja em grão e farelo, dentre outros.

Do lado indiano, os produtos com maior potencial no mercado brasileiro são: óleos combustíveis, jóias, medicamentos, arroz, autopeças, automóveis, motores de veículos e suas partes, pneumáticos, bens de informática, tecidos sintéticos, inseticidas e herbicidas, polímeros de etileno, fios de cobre, resinas plásticas, matérias corantes, torneiras e válvulas etc.

Intercâmbio

Em 2007, Brasil e Índia registraram uma corrente de comércio recorde de US$ 3,12 bilhões, aumento de 29,4% em relação a 2006, quando havia sido de US$ 2,41 bilhões. O saldo comercial em 2007 foi deficitário para o Brasil em US$ 1,21 bilhão e, em 2006, havia sido de US$ 535,1 milhões.

As exportações brasileiras para a Índia somaram US$ 957,9 milhões no ano passado, um aumento de 2% sobre 2006 (US$ 938,9 milhões). Em 2007, o país ocupou a 35ª posição entre os mercados que mais compraram produtos brasileiros, três colocações abaixo de 2006 (32ª). Os produtos industrializados responderam por 63,3% da pauta exportadora e os básicos por 36,7%.

As importações brasileiras da Índia, em 2007, totalizaram US$ 2,16 bilhões, valor 46,9% maior em relação a 2006 (US$ 1,47 bilhão). Comparando os mesmos períodos, a participação de produtos indianos na pauta importadora brasileira cresceu de 1,61% para 1,79%, números que colocaram o país na 14ª posição entre os maiores fornecedores ao Brasil em 2006 e 2007. A exportação indiana para o Brasil em 2007 ficou dividida da seguinte forma: bens industrializados (98,6%) e produtos básicos (1,4%).

Mais informações
Roberto Cordeiro – com Assessoria do MDIC
Assessor de Imprensa
Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA)
(61) 9981-1859
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