Fibra divulga DF para investidores na Índia
Empresários brasileiros e indianos querem ampliar fluxo comercial
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25-Mar-2008

Empresários brasileiros e indianos querem ampliar fluxo comercial

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Foto: Divulgação
Nova Delhi

– As oportunidades de investimentos no Distrito Federal foram  apresentadas na manhã dessa terça-feira (25) para empresários brasileiros e indianos que participam do intercâmbio comercial Brasil-Índia. No encerramento da primeira etapa da visita dos líderes empresariais brasilienses, os participantes assistiram ao vídeo produzido sob encomenda da Federação das Indústrias do DF (Fibra). O comércio bilateral é foco das negociações entre investidores dos dois países.

“Foi muito importante mostrar que o DF tem potencial para receber investimentos estrangeiros. As indústrias de fármacos e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) são os nossos principais alvos”, afirmou o presidente da Fibra, Antônio Rocha, que se encontra na capital administrativa da Índia acompanhado de 12 empresários do DF.

A missão Brasil-Índia é parte da ação desenvolvida pelo governo federal para ampliar o fluxo comercial. O grupo de investidores brasileiros integra a delegação sob a coordenação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Câmara de Comércio Brasil-Índia.

O encontro na capital indiana acontece em dois dias. Na manhã dessa terça-feira, os empresários brasileiros e indianos tomaram conhecimento sobre as oportunidades de negócios entre os dois países. De acordo com o conselheiro Gustavo Nogueira, da Embaixada do Brasil na Índia, a programação serviu para que os investidores do Brasil pudessem conhecer os potenciais do mercado indiano.

Para o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Índia, Roberto Paranhos do Rio Branco, empresas dos dois países vêem atuando nos mercados. Porém, há espaço para ampliar ainda mais o comércio bilateral. “Estamos buscando muito mais do que as exportações. Atualmente, o melhor caminho para estar na Ásia é fixando na Índia”, afirmou.

O diretor da Jai Group – empresa que presta consultoria estratégica especializada em mercados emergentes, com grande atuação no corredor Brasil-Índia – Rakesh Vaidyanathan, defendeu o intercâmbio entre os dois países. Segundo ele, os brasileiros devem enxergar a Índia como parceira e não como concorrente nos mercados mundiais. As oportunidades oferecidas pelo mercado indiano e incluem os setores energéticos, madeira e celulose, eletroeletrônicos, agronegócios e financeiro.

Avaliação brasiliense

Os empresários brasilienses que acompanham o presidente da Fibra consideraram positivas as conversas com os indianos. O primeiro vice-presidente da federação, Ricardo Caldas, mostrou-se interessado em conhecer o setor de TIC. Para ele, o momento é importante já que o DF prepara o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD) que deve receber investimentos da ordem de R$ 1 bilhão até o ano de 2014.

O assessor da Presidência da Apex-Brasil, Boniperti Oliveira, em conversa com o grupo brasiliense incentivou os contatos nos países da Ásia. Segundo Oliveira, o momento é de mostrar os potenciais da capital brasileira. O presidente Antônio Rocha avalia que essa é uma oportunidade para o DF de se posicionar de forma competitiva e atrair conglomerados internacionais. “Vamos estabelecer uma agenda de visitas aos países que podem investir no DF e, ao mesmo tempo, abrir caminho para que indústrias brasilienses entrem nesse mercado de comércio exterior”, disse.

Para o empresário Gilberto Rossi, a missão na Índia permitiu que estabelecesse contatos para futuras exportações ao mercado indiano. Amanhã, último dia da missão oficial, os brasileiros terão mais negociações com os indianos. O comércio bilateral permitiu um fluxo, no ano passado de US$ 3,12 bilhões, um aumento de 29,4% em relação ao ano de 2006. Porém, as exportações do Brasil chegaram a US$ 957,9 milhões. Enquanto isso, as empresas indianas venderam US$ 2,16 bilhões.

Em relação ao DF, as importações ficaram em cerca de US$ 9 milhões entre janeiro e fevereiro de 2008. Não há qualquer registro de exportações das indústrias brasilienses nesses dois primeiros meses do ano. “É um outro ponto importante dessa nossa viagem. Estamos conhecendo um importante mercado e um futuro parceiro”, destacou Antônio Rocha.

Mais informações direto da Índia
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
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