Política industrial brasileira prevê investimentos de 21,2% do PIB até 2010
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26-Mar-2008

Ministro Miguel Jorge diz na Índia que programa 25 macro-setores da economia

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Foto: Roberto Cordeiro

Nova Delhi – A política industrial brasileira em elaboração pelo governo federal prevê o aumento dos investimentos nos 25 macro-setores produtivos da economia. A meta é chegar ao ano de 2010 com a destinação de recursos equivalentes a 21,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A informação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, após participar de seminário Brasil-Índia. O encontro na capital indiana reúne empresários dos dois países e tem por objetivo buscar a ampliação do comércio bilateral.

“Vamos dar condições de melhores investimentos, inclusive reduzindo imposto sobre a produção”, afirmou o ministro ao deixar o Taj Mahal Hotel, em Nova Delhi.

Com isso, o governo espera criar condições favoráveis aos investimentos em diversas regiões do país. Miguel Jorge explicou que não haverá uma ação com vistas a direcionar qual região receberá os incentivos. “Não estamos regionalizando. Vão ser beneficiados os 25 macro-setores, como por exemplo, saúde, tecnologia da informação, aeronáutica e fármacos”, assegurou.

O presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Antônio Rocha, que integra a delegação brasileira junto 12 empresários brasilienses, avaliou como sendo “bastante positiva” a iniciativa do governo. Para Antônio Rocha, o DF possui vantagens que incentivarão as instalações de novas indústrias em especial nos setores de tecnologia da informação e fármacos.

“A proposta do governo vem num momento em que preparamos o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD). E uma política governamental voltada para esse setor é importante para que o empreendimento deslanche”, disse. O DF está acompanhando com atenção investimentos no segmento de fármaco.

Brasil-Índia

O último dia do encontro empresarial Brasil-Índia contou com discursos das autoridades dos dois países no sentido de reforçar  a parceria comercial. O ministro Miguel Jorge trata-se de “duas grandes democracias cujas economias estão em fase de crescimento acelerado e estão entre as dez maiores do planeta, com PIB acima de US$ 1 trilhão”. Ele explicou que no Brasil “a combinação de políticas macro-econômicas responsáveis, a estabilidade monetária e políticas de inclusão social nos permitiram alcançar um novo ciclo de crescimento sustentado”.

Para o ministro, o Brasil tem feito o dever de casa como por exemplo o aumento das reservas  cambiais, o controle da inflação e a redução consistentemente da dívida-pública e do risco-país. Miguel Jorge apresentou números da balança comercial brasileira e reafirmou a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em aumentar o intercâmbio entre os dois países.

“Ano passado, junto com o Fórum de CEOs Brasil-Índia, lançamos a ambiciosa meta de atingirmos nível de intercâmbio comercial da ordem de US$ 10 bilhões em 2010. Em 2007, somamos US$ 5,1 bilhões em trocas comerciais, valor 30% superior a 2006. Nesse ritmo, ficaremos aquém da meta. Portanto, precisamos acelerar o passo e concretizar as parcerias e oportunidades que se abrem à nossa frente”, enfatizou.

O ministro do Comércio e Indústria da Índia, Kamal Nath, classificou como sendo muito importante a relação entre a Índia e o Brasil. Segundo ele, há dez anos a única economia que crescia no mercado internacional era a dos Estados Unidos. Agora, segundo destacou, os dois países também estão avançando enquanto os americanos vêem passando por crises.

Experiências

Durante o seminário em Nova Delhi, os empresários brasilienses puderam trocar experiências com os executivos das indústrias indianas. Na última terça-feira, após reunião com a delegação do Brasil, o grupo visitou diversos setores produtivos da Índia. Nesta quarta-feira, após as palestras de Miguel Jorge e Kamal Nath, foram feitas apresentações sobre a infra-estrutura da Índia, bem como programas desenvolvidos no Brasil nos setores médico, produtos dentários, tecnologia da informação e etanol.

À tarde ocorrerão reuniões de negócios com os empresários dos dois países. Está prevista para abril a visita oficial da presidente da Índia, Pratibha Patil, ao Brasil. Os líderes empresariais brasilienses vão sugerir ao governo federal que os investidores indianos sejam convidados para uma reunião de negócios na sede da Fibra.

“É uma idéia que esperamos materializar dentro das próximas semanas. Para o DF é importante que os empresários conheçam aquilo que temos a oferecer e, deste modo, permitir que invistam na capital federal”, afirmou o presidente da Fibra.

Mais informações direto da Índia:
Roberto Cordeiro
Assessor de Imprensa
Federação das Indústrias do DF (Fibra)
61 99811859
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