O surgimento da Federação das Indústrias do Distrito Federal, inicialmente chamada de Federação das Indústrias de Brasília - daí a sigla FIBRA, que permanece até hoje - foi decorrência do processo natural de amadurecimento da sociedade brasiliense e do preenchimento de um vazio existente.
A Fibra foi fundada, oficialmente, em 21 de setembro de 1972, da união dos seis sindicatos que compuseram uma diretoria provisória – com o empresário Francisco Aguiar Carneiro, do Sindicato das Indústrias da Construção Civil, na presidência – tendo sua Carta Sindical liberada pelo Ministério do Trabalho em 20 de dezembro do mesmo ano. A gestão de Francisco Carneiro durou de agosto de 1972 até janeiro de 1973, quando Francisco Leocádio ARAÚJO Pinto, também da construção civil, foi eleito presidente, exercendo o cargo de 1973 a 1979.
Nos primeiros anos da gestão de Leocádio, a Fibra filiou-se à Confederação Nacional da Indústria – CNI, onde conseguiu recursos financeiros que facilitaram a instalação de sua primeira sede, alugada no Setor Comercial Sul. Também foram instalados os conselhos do Sesi e Senai no Distrito Federal, entidades que seriam criadas, oficialmente, em 1974. Outra característica de sua gestão foi o fortalecimento e o aumento da representatividade dos sindicatos então existentes.
Nabor César Siqueira, primeiro diretor-secretário da gestão anterior, foi eleito sucessor de Leocádio, em 1979. Em sua gestão foi iniciada a construção do edifício Central Park, em parceria com as construtoras Emarki, Caenge e Basevi. Este prédio hoje aluga três andares, de propriedade do Sistema Indústria, que asseguram recursos à entidade. A preocupação com a saúde do trabalhador inspirou Nabor a construir o Centro de Atividades do Sesi no Gama e a primeira cozinha industrial do Sesi, em Taguatinga. Disputas internas, durante a eleição do sucessor de Nabor, provocaram uma crise que levou à intervenção do Ministério do Trabalho na Fibra. Essa intervenção durou de março de 1982 a agosto de 1983, quando foi eleito Cássio Aurélio Branco Gonçalves para a presidência da federação, no período de 1983 a 1989. Com uma gestão inovadora, Cássio Aurélio fortaleceu e ampliou a participação da Fibra, transferindo sua sede para prédio próprio, no Setor de Indústria e Abastecimento – SAI. O crescimento industrial de Taguatinga o levou a fundar, naquela cidade, um escritório da Fibra em 1987. Foi o responsável, também, pela criação, em 1988, do Centro das Indústrias de Brasília – Cibra.
As questões sociais se tornam um marco na gestão de Antônio Fábio Ribeiro – 1989 a 1995 -, que ampliou o atendimento da Fibra, com a inauguração da Central de Produção de Alimentos, no Guará, capaz de produzir 25 mil refeições/dia. As instalações da Central, juntamente com as doações de alimentos de empresas na cidade, possibilitaram a criação do Programa Nossa Sopa, que tornou possível a doação de mais de duas mil sopas, diariamente para populações carentes. Ainda em sua gestão foi inaugurado o Edifício Central Park, que passou a abrigar o IEL – Instituto Euvaldo Lodi. Foi, também, criado o programa Ação Global, que promove um mutirão de atendimento ao cidadão, com a participação de médicos e dentistas, além de atividades na área de cultura e lazer.
A Gestão Compartilhada das atividades do Sesi e Senai, integrando-os, reduzindo custos e melhorando os resultados foram ações de Lourival Novaes Dantas, na presidência da Fibra entre 1995 e 2001. Ainda durante sua gestão, o IEL – Instituto Euvaldo Lodi, em 1999, passou a integrar o Sistema Indústria. A federação passou, então, a ter como base de apoio onze sindicatos filiados: Indústria da Construção Civil, da Lavanderia e Tinturaria, da Alimentação, das Gráficas, do Vestuário, da Metalurgia e Material Elétrico, da Madeira e do Mobiliário, da Informação, da Reparação de Veículos e Acessórios, Beneficiamento de Grãos e de Eletroeletrônicos. 
A gestão de Antônio Rocha da Silva começou em outubro de 2002 e veio mostrar que a federação está preparada para o nível de competitividade que exige o cenário atual do mercado globalizado. As profundas mudanças de comportamento dos mercados, provocadas pelo processo de globalização, criaram um ambiente mais competitivo, exigindo a adoção de estratégias mais agressivas, no sentido de se divulgar e promover os produtos da indústria local. Esses fatores levaram à criação do Programa Produto Marca DF, com o objetivo de divulgar a qualidade da produção industrial do Distrito Federal, não se restringindo à exposição de produtos, como uma simples amostra.
A troca de experiências entre o DF e os demais estados brasileiros, junto com a busca de novas parcerias, faz parte do plano de fortalecimento da Marca DF. Isso traz como conseqüência o desenvolvimento do intercâmbio comercial, a difusão das vantagens competitivas locais, o conhecimento de outros mercados e a ampliação do mercado local, melhorando a imagem do produto industrializado em Brasília, entre outros atrativos.
O Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial (PDI-DF), o mapa da indústria da capital brasileira, consiste num conjunto de objetivos e metas que tem por finalidade impulsionar o setor industrial. Uma das propostas é elevar a participação da indústria no PIB local. Em três anos, o segmento saltou de 7,1% para 10,2% do total de riquezas do DF. Pretende-se chegar à marca de 14,1% no ano de 2015.
O fortalecimento da indústria no mercado externo é outra ação do presidente Antônio Rocha. Com isso, as exportações das indústrias alcançaram o volume financeiro de US$ 165,793 milhões em 2008, um aumento de 103% se comparado com as vendas para o exterior: US$ 81,528 milhões. Este desempenho vem sendo importante em função do apoio da administração em missões empresariais com o intercâmbio comercial.
Uma outra frente é a atração de investimentos para o parque fabril do DF. Deste modo, a Fibra lidera momento para a implantação do Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD), empreendimento a ser construído numa área de 123 hectares próximo à Granja do Torto. É a porta de entrada para os maiores e mais importantes grupos mundiais de TI (Tecnologia da Informação).
Dessa forma, o DF se consagra como a capital do empreendedorismo, superando o estigma de cidade onde estão concentradas a administração pública e o poder político do País.
Fonte: Fibra 35 anos: Indústria em Brasília – uma história de pioneirismo