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| DF: medalhas olímpicas à vista |
| Resultado preliminar mostra que competidores do Senai-DF têm grandes chances |
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| 15-Aug-2008 | |
Texto e foto: Patrick Selvatti
Curitiba (PR) - Os estudantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-DF) estão mostrando a que vieram na terceira fase da etapa nacional da Olimpíada do Conhecimento 2008. Das cinco ocupações em que participa, o DF aparece na cabeça em três rankings preliminares. O resultados refere-se ao primeiro dia de competição. Na ocupação Tecnologia da Informação, o brasiliense Edberto Moura (foto) sai na frente e desponta como o primeiro colocado nas avaliações iniciais. Já em Jardinagem e Paisagismo, os alunos Jonathan de Souza e Silva e Jefferson de Carvalho Santos brigam pela medalha de ouro com a dupla do Paraná, que marcou apenas alguns pontos a mais no primeiro dia. Por sua vez, o competidor Rangel Cosmo Ximenez aparece em terceiro lugar na ocupação Marcenaria. “Como os resultados são apenas do primeiro dia de provas, o placar ainda pode mudar, tanto positiva como negativamente”, observa o coordenador da Olimpíada, José Leitão. Entretanto, a experiência observada nas duas fases anteriores – realizadas em Blumenau (SC) e Porto Alegre (RS) – mostra que a tendência é que os três primeiros colocados nesta prévia permaneçam no pódio. “Geralmente ocorre de um segundo colocado subir pra primeiro ou vice-versa e até mesmo do terceiro virar campeão”, explica o chefe de equipe da delegação brasiliense, Mateus Mariano. O clima entre os competidores do DF é de muita expectativa e consciência de que a disputa ainda não está definida. Edberto, por exemplo, não comemora ainda a sua excelente classificação no primeiro dia. “Estou confiante, mas não posso comemorar medalha de ouro ainda. Mesmo meu desempenho no segundo dia tendo sido melhor que o primeiro, ainda não saiu outra prévia e pode haver alguma surpresa”, pondera. Enquanto isso, a dupla Jefferson e Jonathan vê no resultado prévio a oportunidade de corrigir erros. “Se nós ainda não aparecemos no topo da lista foi porque erramos coisas muito primárias, inadmissíveis”, avalia Jonathan. “Vamos correr para recuperar esses pontos valiosos, porque a disputa com os paranaenses está muito acirrada”, garante Jefferson. Por sua vez, Rangel prefere não considerar o resultado preliminar. “Acho bom saber que ainda estou no páreo, mas este terceiro lugar referente ao primeiro dia não me abala, nem me provoca comemorações antecipadas. Vamos ver o que vem pela frente”, ele diz. O resultado preliminar, todavia, não anula a possibilidade de medalhas das outras duas ocupações representadas pelo DF. Em Mecânica de Automóvel, por exemplo, o competidor brasiliense André Luiz Amâncio Brito de Oliveira tem um motivo para não aparecer na cabeça do ranking referente ao primeiro dia. É que, segundo a equipe de avaliação, os competidores foram divididos em dois grupos para a execução de duas tarefas distintas, com pesos diferentes. Desta forma, os resultados prévios referentes ao segundo dia vão provocar um novo ranking mais justo. “No primeiro dia, a prova da minha turma teve peso 10, enquanto a de metade dos competidores teve peso 20”, explica André. Já no caso de Instalação Hidráulica e a Gás, a superação é a palavra de ordem. O brasiliense Patrick Borges, que figura na sexta posição no ranking inicial, reconhece que precisa corrigir algumas falhas essenciais para ter chance de continuar no páreo para conquistar uma medalha. “O jogo está apenas começando. Não vim aqui para frustrar expectativas de toda uma equipe que confiou em meu potencial”, finaliza Patrick.
Nível de excelência O presidente da CNI ressaltou a importância da parceria entre as indústrias brasileiras e o SENAI. “Aqui estão as empresas, os equipamentos que as empresas cedem para que as provas se realizem. Essa interface do Sistema Indústria com o sistema empresarial de um lado e os jovens de outro eu diria que é o nosso papel: aproximar o mundo do trabalho das empresas”, disse. Para Monteiro Neto, a indústria brasileira passou por um indiscutível avanço nos últimos 70 anos. “Isso só foi possível porque houve um grande esforço das empresas no sentido de capacitar seu capital humano. O SENAI cumpriu um importante papel ao longo desses anos. Durante seis décadas realizou programas continuados de formação, de capacitação e de difusão tecnológica.” Armando Monteiro Neto preferiu não fazer previsões sobre o desempenho dos estudantes brasileiros na WorldSkills, competição mundial de educação profissional, que acontece ano que vem no Canadá, mas acenou com um palpite otimista: “Nós temos um histórico de bom desempenho nesses torneios internacionais. Agora, apostar ou fazer previsões sobre a nossa colocação, eu não arriscaria. Mas diria o seguinte: mais uma vez o Brasil vai se apresentar muito bem. Espero que sejamos campeões. Se depender do nosso empenho, imagino que o Brasil possa ter condições de ser campeão desse torneio”, concluiu. A Olimpíada do Conhecimento terá, neste sábado, o seu último dia de provas. É, assim, a última chance para garantir uma medalha na cerimônia de premiação, que acontecerá amanhã (17). Confira as fotos dos competidores do DF aqui.
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