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DF quer aumentar fluxo comercial com países da África
Presidente da Fibra, Antônio Rocha, diz que Brasília tem muitas oportunidades de negócios
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28-May-2008
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Foto: Cristiano Costa

O aumento do fluxo comercial entre Brasília e os países da África marcou a reunião ocorrida na noite de segunda-feira (26) na sede da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA) com representantes diplomáticos e funcionários públicos de seis países africanos e das embaixadas do Panamá, Venezuela e México. O presidente da federação, Antônio Rocha, enfatizou o trabalho de internacionalização das indústrias da capital federal e apresentou as oportunidades de negócios no mercado brasiliense.

“A FIBRA tem feito um grande esforço no sentido de conhecer os mercados e apoiar as nossas empresas na conquista do comércio externo. Nesse sentido, visitamos diversos países com o presidente Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) e o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Mostramos quais são as vocações da cidade para receber investimentos”, afirmou Rocha.

O embaixador de Camarões no Brasil, Martin Mbarga Nguele, explicou que os países africanos estão bastante interessados no comércio bilateral. Segundo enfatizou, uma das sinalizações dessa cooperação é o aumento de representações diplomáticas em Brasília. “Antes, tínhamos 16 embaixadas, atualmente são 26 embaixadas. Isso demonstra que os países da África enxergam o Brasil como excelente parceiro e, nesse contexto, Brasília está incluída”, assegurou Nguele.

Após a exibição de documentário sobre as oportunidades do mercado do Distrito Federal, o presidente da FIBRA informou sobre as articulações entre o segmento industrial, a academia e o GDF no sentido de constituir o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD). Segundo Rocha, o parque tecnológico pode se transformar numa excelente oportunidade para empresas de alta tecnologia.

Rocha enfatizou também os resultados da balança comercial do DF. De acordo com o presidente da federação, a capital federal vem obtendo avanços significativos no mercado internacional. As exportações, que em 2003 ficaram em US$ 15,065 milhões, chegaram ao ano passado com vendas equivalentes a US$ 81,5 milhões. Nos quatro primeiros meses deste ano, as indústrias enviaram para o exterior cerca de US$ 42,1 milhões em produtos. No entanto, apenas a África do Sul aparece no ranking dos países que compraram das indústrias brasilienses.

“Isso mostra que há espaço para aumentar o fluxo comercial. E com as ações que estamos desenvolvendo, acredito dentro de mais alguns anos, as metas serão alcançadas”, enfatizou.

Durante a reunião, os representantes dos países africanos também se disseram impressionados com os trabalhos desenvolvidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Serviço Social da Indústria (SESI), braços da qualificação profissional e da responsabilidade social da indústria brasileira. O secretário-geral do Ministério de Energia e Recursos Aquáticos da República dos Camarões, Nasako Fritzgerald, disse que o grupo visitou unidades do SENAI e do SESI e que teria ficado bastante impressionado com as atividades desenvolvidas pelas duas instituições.

“É um exemplo que vamos levar quando retornarmos aos nossos países”, afirmou Fritzgerald que amanhã (28) estará no Rio de Janeiro. Além do DF, a comitiva esteve em Foz do Iguaçu, onde participou de seminário sobre energias renováveis ocorrido em Itaipu Binacional, Curitiba e Piracicaba (SP).

Na reunião ocorrida na FIBRA, o chefe da delegação da UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial), Carlos Chanduvi-Suarez, entregou ao superintendente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), Antônio Roberto Martins, documento no qual a entidade aprova o Brasil para sede do Congresso Mundial de Engenheiros – WEC 2008. O encontro ocorrerá entre os dias 2 e 6 de dezembro, em Brasília, e deve contar com a participação de mais de cinco mil profissionais.

Durante o congresso, profissionais e estudantes dos cinco continentes participarão de debates, fóruns, palestras, visitas técnicas e atividades culturais sobre meio ambiente e engenharia sustentável. O superintendente do CONFEA afirmou que as entidades promotoras da WEC querem consolidar o evento como sendo um dos mais importantes para a discussão de temas atuais, como por exemplo, os meios energéticos alternativos.

 
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