Indústrias obtêm bons resultados com o Brasil Mais Produtivo

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Com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF) e do governo federal, 14 pequenas e médias indústrias de movelaria e de vestuário aumentaram a produtividade em no mínimo 20% em menos de um ano. As empresas foram as pioneiras da capital no programa Brasil Mais Produtivo (B+P), que oferece consultorias de baixo custo com alto impacto na cadeia produtiva.

As consultorias foram feitas pelo Instituto Senai de Tecnologia do Distrito Federal (IST). A consultora Natalia Marques explica que o conceito aplicado no programa é conhecido como manufatura enxuta, que evita desperdícios. “Analisamos o processo produtivo observando os excessos de movimentações nas fábricas, as superproduções, os transportes em demasia, os inventários desnecessários e as produções com defeitos”, diz.

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No Distrito Federal, a Efatá, que fabrica móveis planejados, foi a empresa que obteve o maior percentual de aumento em sua cadeia produtiva. Alcançou, ao fim de dois meses, alta de 60%. “A principal mudança que a equipe do Senai fez foi trocar o layout das máquinas da fábrica, que passou a ter sequência lógica de produção. Isso possibilitou, entre outras coisas, a redução de deslocamento dos funcionários”, explica o empresário Samuel Antunes.

Cada consultoria foi realizada ao custo de R$ 18 mil – R$ 15 mil aportados pelo B+P. Em novembro, as empresas receberam um relatório com a descrição dos pontos de atenção e possíveis soluções. “Foi a melhor consultoria que já tive. As consultoras participaram de todo o processo, me orientando em todos os pontos em que eu precisava fazer mudança”, conta a empresária Cristiane Moura, da confecção 2 Tempos.  

A empresa de roupas registrou aumento em 27,84% da produtividade. “A consultoria constatou que eu tinha problemas com meu estoque. A primeira coisa que fiz foi eliminar o excesso e controlá-lo”, diz.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que coordena o projeto, as empresas do DF vão levar dez meses, aproximadamente, para recuperar o investimento nas consultorias, com ganho médio em relação ao valor investido superior a 16 vezes e aumento médio na produtividade de 37%. “Estamos muito satisfeitos com o desempenho das empresas do DF, pois conseguimos resultados mais rápido do que estabelece o cronograma do B+P”, diz a Alessandra Sacramento, coordenadora de Tecnologia e Inovação do Senai-DF.

B+P

É um programa do governo federal executado pelo Senai em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. A iniciativa é inspirada no projeto Indústria+Produtiva, realizado em 2015 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O B+P foi lançado em abril de 2016 com a meta de realizar 3 mil consultorias até o fim deste ano. No Brasil, 2.983 empresas já foram atendidas pelo programa, com 87% das consultorias concluídas em novembro. Os atendimentos têm duração de 120 horas, cerca de três meses. O DF aderiu em 2017.

Manufatura enxuta

Em 2018 as empresas do setor de alimentos e bebidas vão poder participar do B+P e receber consultorias sobre eficiência energética.  O governo federal ainda não divulgou datas para início do cadastro de novas empresas, que é feito no site www.brasilmaisprodutivo.gov.br.

A consultoria baseada em manufatura enxuta compõe o portfólio de serviços do IST e está disponível para indústrias de outros setores, no entanto sem o aporte do Brasil Mais Produtivo.

Para outras informações, entre em contato com o SAC do Sistema Fibra: 4042 6565.

Texto: Marcus Fogaça
Foto: Cristiano Costa
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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