Greve dos caminhoneiros contribuiu para queda da confiança da indústria

A paralisação do transporte rodoviário de cargas, de 21 a 30 de maio, prejudicou o otimismo da indústria brasiliense. O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Distrito Federal (Icei-DF) referente a junho foi apurado na primeira quinzena do mês, quando os efeitos da paralisação ainda eram sentidos, e ficou em 50,3 pontos. O recuo foi de 6,8 pontos em relação a maio (57,1 pontos).

Com a retração, o Icei-DF posicionou-se praticamente em cima da linha de 50 pontos, que separa confiança da falta de confiança. Desde abril de 2017, quando o índice ficou em 50,1 pontos, o Icei-DF permanece positivo.

grafico icei junho

O levantamento é realizado mensalmente pela Federação das Indústrias do DF (Fibra), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e com o Instituto Euvaldo Lodi do DF (IEL-DF).

O Icei-DF é composto pelas seguintes variáveis: as condições atuais e as expectativas dos industriais, ambas quanto à economia nacional, à economia do DF e à própria empresa. A queda em junho foi reflexo da piora do sentimento do empresário quanto às condições atuais. Esse indicador passou de 49,5 pontos em maio para 41,4 em junho. O industrial mostrou-se preocupado com as economias brasileira (33,7 pontos) e local (33), assim como com seu próprio negócio (45,8).

“A greve dos caminhoneiros interrompeu o fluxo de aquisição de insumos, o deslocamento da mão de obra às empresas e a distribuição da produção, então era esperado que prejudicasse a confiança – até porque o tabelamento do frete não deixa margem de negociação”, explica o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar.

Tendência nacional

A retração da confiança entre o empresariado da indústria brasiliense seguiu o sentimento do restante do País, conforme pesquisa divulgada pela CNI. Em junho, o índice nacional caiu 5,9 pontos em relação a maio e atingiu 49,6 pontos. Foi o maior recuo de um mês para o outro desde 2010.

grafico icei nacional junho

Expectativas revisadas

As expectativas da indústria brasiliense para os próximos meses, até novembro, também foram abaladas. Os empresários que compõem o parque fabril local reavaliaram para baixo as perspectivas no curto prazo, de 60,9 pontos em maio para 55,6 em junho. Eles mostraram-se receosos quanto ao futuro da economia do País (48,2 pontos) e da economia do DF (49 pontos). Em relação à própria empresa, o empresário manteve-se otimista (59,1 pontos).

Texto: Suzana Leite

Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra 

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