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“Inovar é gerar valor. Para tanto, a empresa deve estar inserida em um ecossistema inovador e, ainda, buscar sinergia entre a inovação gerencial e tecnológica”.Com essa reflexão, o consultor Paulo José Silveira, iniciou, na tarde desta terça-feira (2/12), a palestra sobre os Fundamentos Estratégicos da Gestão da Inovação, no edifício-sede da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra). 

O evento é uma iniciativa da Diretoria de Assuntos Tecnológicos da Federação e contou com a presença de empresários, representantes de universidades, do governo, entre outros.

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que seis em cada dez líderes empresariais consideram que o grau de inovação no Brasil deixa a desejar. Quando questionados sobre este tema, 54% responderam que o grau de inovação da indústria brasileira é “baixo” e outros 8% responderam “muito baixo”; 35% afirmaram “nem alto, nem baixo” e apenas 3% classificaram como “alto”.

Para Silveira, a sobrevivência das empresas depende da inovação. Mas, segundo ele, é preciso entender que a empresa não inova só. “A inovação é um processo coletivo, e envolve empresas, fornecedores, governo, organizações. Isso permite inovar mais e mais rápido”, disse. Em sua explanação, o consultor ressaltou a necessidade de combinar os processos de inovação gerencial e tecnológica. “Ainda ontem, Brasília sediou a premiação do Innovare 2015. A grande maioria dos projetos de inovação estão relacionados à gestão”, falou. 

Outro destaque de Silveira aos presentes é que a inovação tem que partir da liderança de “mais alto nível da empresa”. Para ele, o presidente deve ser o grande motivador da inovação, levando-a a fazer parte da estratégia da empresa”. Neste viés, o levantamento da CNI mostra que a decisão pelo gestores em investir em inovação ainda é insuficiente. As empresas de grande porte investem mais em atividades inovadoras que as pequenas e médias. A maioria das grandes corporações (37,5%) destina mais de 5% do orçamento à inovação; enquanto apenas 21,7% das médias e pequenas apontam que mais de 5% do faturamento vai para inovação.

A inovação também passa pela gestão de talentos próprios. Na opinião de Silveira, sem talentos, não há inovação. Deve-se criar um ambiente aberto para a geração de ideias. Mas ele alerta: “Tem que saber ouvir. A ideia nunca nasce completa. É um fragmento da inovação”. Além disso, segundo ele, há a necessidade de gerir o tempo do mercado. “Haja vista que se a inovação demorar, a concorrência chega na frente”. Em concomitância, deve haver a gestão de riscos”, finalizou.

Para do diretor de tecnologia da Fibra, Graciomário de Queiroz, a participação dos empresários no encontro é um passo para criar nas empresas do DF a cultura da inovação. "O consultor trouxe aos empresários uma visão de mercado. Esse tipo de ação é importante para que o empresário decida inovar e extrair dai lucro", comenta.  

Núcleo Gestor de Inovação

A Diretoria de Assuntos Tecnológicos da Fibra coordena o Núcleo Gestor de Inovação da Fibra, que conta com 54 membros e abarca 34 instituições públicas, privadas, sindicatos e universidades. Mais informações: (61) 3362-6062.

Suzana Leite

Assessoria de Imprensa da Presidência
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Foto: Cristiano Costa