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Comitiva americana discute projetos para indústria do DF, na Fibra

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O presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Jorge Bittar, recebeu, na tarde da última terça feira (16/05), a embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde. O encontro, realizado no edifício-sede da Federação, contou com a participação de diretores da casa, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outros representes da embaixada americana.

 A reunião foi uma iniciativa do Instituto Brasília de Tecnologia e Inovação (IBTI) e marca a primeira aproximação entre as instituições. "O intuito é que a Federação possa colher eventuais frutos, como parcerias e projetos conjuntos a partir do compartilhamento de investimentos tecnológicos, científicos e financeiros”, antecipa o diretor-presidente Claynor Mazzarolo.

Segundo Jamal, Brasília possui particularidades que podem representar o diferencial necessário para alavancar os índices de crescimento ensejados para o setor produtivo local. “A capital não possui espaços físicos para que tenhamos geração de riqueza por meio de commodities. Não temos riquezas minerais e nem de plantio. Por outro lado, Brasília tem um alto poder de compra e uma renda per capita muito elevada. Isso nos dá condição para trabalhar com produtos que tenham valor agregado, já que este é o perfil de consumo da população brasiliense. Temos que investir neste potencial para que a cidade possa ter uma nova matriz econômica, que tem sido a bandeira defendida pela Fibra”, afirma.

Durante o encontro, o presidente da Federação ressaltou a importância de parcerias público-privadas para o aumento da competitividade e do desenvolvimento do setor produtivo. Jamal lembrou da crise que afetou a economia americana nos anos de 2008 e 2009, e citou que o Estado teve uma grande participação na recuperação financeira do país. Mas, ressaltou que o papel da instituição governamental não é ser o financiador dos setores industriais, e sim da sociedade. 

“O motor pulsante da economia não deve depender do Estado. Por isso, nós nos interessamos por parcerias que sejam palpáveis e factíveis e que possam mudar nossa matriz econômica por meio de grandes formadores não só de ideias, mas de opiniões técnicas, cientificas, políticas e de patentes”, explica o presidente.

Um dos principais temas debatidos durante o encontro foi o Parque Tecnológico Capital Digital, que está sendo discutido há 15 anos e ainda não conseguiu alcançar os objetivos para o qual foi criado. Jamal apresentou o projeto à embaixadora Liliana Ayalde e ressaltou a importância de usufruir do conhecimento científico e tecnológico americano para o desenvolvimento das industrias locais implantadas na área.  A ideia é criar projetos de desenvolvimento nos quais parceiras público-privadas seriam responsáveis pelos investimentos e o Estado seria o proprietário do espaço físico utilizado.

Liliana Ayalde se mostrou contente com a aproximação e garantiu que o interesse em parcerias bilaterais já faz parte daquele agenda do país, inclusive com a priorização de algumas ações por parte do Presidente Barack Obama e da Ex-Presidente Dilma Roussef, que reconheceram que os cientistas dos dois países “falam a mesma língua”. “Nós já estamos com um programa específico em andamento, que é o projeto Brasil Startup Connection, e vamos aproveitar esse interesse bilateral para desenvolver outras atividades visando fortalecer as relações comerciais, produtivas, de investimento e também a parte de ciência, tecnologia e inovação”, explica.

Em relação ao Parque Tecnológico Capital Digital, a embaixadora demonstrou interesse em conhecer os detalhes da implementação e analisar os possíveis gargalos contidos no projeto. “Estamos muito curiosos em conhecer o Parque Tecnológico e ver quais são os incentivos, os benefícios e em que aspectos podemos somar. Talvez nos EUA existam lugares com características parecidas com as de Brasília, ou que estejam passando por momentos parecidos com os do Parque. Vamos começar pensando em possíveis alternativas, buscar prioridades e depois analisar a viabilidade de ações concretas. Temos mecanismos que podem ser aproveitados para acelerar a implantação e veremos de que forma podemos aproveitá-los, como tecnologias avançadas em aviação, segurança, combustíveis sustentáveis e transporte inteligente. Se o Brasil vai bem, nós vamos bem”, ressaltou Liliana.

Ao fim do encontro, o presidente da Fibra e a embaixadora dos EUA se comprometeram a fazer uma força tarefa, levantar e discutir ideias internamente e elaborar uma agenda de reuniões para viabilizar futuras ações.

Aline Porcina
Assessoria de Imprensa
Federação das Indústria do Distrito Federal (Fibra)
Telefone: (61) 3362.6127
Fotos: Cristiano Costa / Sistema Fibra

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