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Secretário de Meio Ambiente fala de mudanças climáticas na Fibra

As consequncias das mudanas climticas para o setor produtivo corpo

A inovação tecnológica está ao lado do setor industrial quando se trata de promover o desenvolvimento econômico sustentável. Prevenir e se adaptar às mudanças do clima saem mais barato do que recuperar danos. Mas a burocracia, a falta de regulamentação e a lentidão do Estado ainda são obstáculos a processos simples como a reutilização da água.

Enquanto isso, ano a ano, a temperatura não para de subir e a umidade relativa do ar, de cair. As noites em Brasília estão cada vez mais quentes – mais de cem ao longo do ano com temperaturas acima dos 20ºC. É urgente, portanto, a adoção de atitudes que reduzam as emissões de gases na atmosfera e de outras que permitam a adaptação à realidade global. 

As mudanças climáticas foram o principal tema de uma conversa na noite dessa terça-feira (5) de diretores da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), presidentes de sindicatos filiados e outros empresários ligados ao setor industrial com o secretário do Meio Ambiente, André Lima. Ele compôs a mesa da reunião da Diretoria Plena da Fibra, ao lado do 1° vice-presidente, Elson Póvoa, e do diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcontoni Montezuma.

O secretário apresentou informações preocupantes sobre o clima, como o fato de as taxas de desmatamento do Cerrado serem maiores do que as da Amazônia, e falou sobre a crise hídrica, a ocupação desordenada do território, o Zoneamento Econômico-Ecológico do DF (ZEE) e as prioridades e limitações do governo. “O Estado precisa parar de atrapalhar, reconhecer os esforços e incentivar as ações das empresas em benefício do meio ambiente”, disse.

Para Lima, usar recursos de multas ambientais para oferecer crédito na adoção pelas empresas de tecnologias sustentáveis, por exemplo, e dar preferência nas filas de licenciamento a empreendimentos que minimizem os danos decorrentes da produção são formas de o governo incentivar essas ações. “É possível cumprir a lei e ter sustentabilidade econômica.” Aos industriais, pediu apoio para que se amplie a agenda ambiental do Executivo. “A Fibra tem tido participação de qualidade e sido muito parceira na discussão do ZEE.”

Os participantes receberam duas publicações com dados locais sobre o clima e as emissões de gases. Póvoa expôs ao secretário exemplos de projetos inovadores da construção civil que as empresas não conseguem implementar por falta de regulamentação. “Sabemos que temos de enfrentar as mudanças climáticas e que a crise hídrica é grave, por isso as decisões políticas devem ser imediatas.”

A forma como a Secretaria de Meio Ambiente busca o meio-termo quando não há consenso em relação às demandas empresariais foi elogiada por Montezuma. “A Fibra tem tido vez e voz nos comitês”, afirmou, ao citar questões como licenciamento ambiental, a norma sobre os grandes geradores de resíduos e a questão hídrica. Por meio da Diretoria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a Fibra participa de conselhos, comissões e fóruns, em que defende os interesses do setor industrial na busca por um ambiente de negócios favorável ao crescimento e à competitividade.

Ao fim da reunião, houve apresentações sobre serviços do Sistema Indústria. A coordenadora do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil do DF, Célia Leitão, falou a respeito de soluções em meio ambiente e em energia e do apoio dado às empresas, por meio de consultoria, para que se adaptem à nova norma para grandes geradores de resíduos sólidos. Já Maria Gricélia de Melo, diretora do Centro de Inovação e Gestão de Negócios do Sesi-DF, forneceu informações sobre o Modelo Sesi de Sustentabilidade para a Competitividade, voltado para as micro e pequenas indústrias.

Texto: Anna Halley

Fotos: Moacir Evangelista

Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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