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Fibra e Confederação Nacional da Indústria estão otimistas para 2018

A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) espera, para 2018, a manutenção da recuperação da atividade industrial, que já vem ocorrendo, além de uma reação da construção civil em razão de pequenas obras de infraestrutura.

A confiança do empresário da indústria do DF vem crescendo desde março, movimento impulsionado principalmente pela melhoria das expectativas em relação à própria empresa. Os industriais esperam aumento da demanda no primeiro semestre de 2018, tanto no mercado interno quanto no externo. Isso vai resultar em mais compras de matérias-primas. “São expectativas positivas, mas moderadas, porque ainda não afetaram o nível de emprego. Só quando isso acontecer é que teremos uma expectativa plenamente otimista”, explica o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar. Em outubro, notou-se a interrupção do ciclo de demissões na indústria local.

De 2010 a 2015, o setor industrial perdeu participação no Produto Interno Bruto (PIB) local – a redução foi de 2,2 pontos percentuais. Em 2015, a fatia da indústria no PIB local foi de 5,4%. “Não esperamos crescimento agora, mas que essa queda pare de acontecer. Nosso ambiente de negócios ainda não é competitivo, principalmente pela questão tributária”, afirma o presidente da Fibra.

Cenário nacional

A economia brasileira crescerá 1,1% e a indústria terá expansão de 0,2% neste ano. Em 2018, a expectativa é que o PIB aumentará 2,6% e a parcela da indústria crescerá 3%. Essas estimativas estão na edição especial do Informe Conjuntural da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Economia Brasileira. Segundo a CNI, o Brasil saiu da recessão mais profunda de sua história.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, alerta, entretanto, que a aceleração e a sustentação do crescimento dependem da volta dos investimentos. “É fundamental criar as condições para a reativação do investimento privado, o que exige o aprofundamento das reformas estruturais voltadas para a melhoria do ambiente de negócios e para a competitividade das empresas”, afirma, destacando como imprescindíveis as Reformas Tributária e da Previdência.

Conforme o Informe Conjuntural da CNI, o investimento fechará 2017 com retração de 2,1% – a quarta queda anual consecutiva. Para 2018, a previsão é que os investimentos aumentem 4%. Já o consumo das famílias crescerá 1,3% neste ano, impulsionado, especialmente, pela forte queda da inflação, que preservou a renda dos trabalhadores. Em 2018, a previsão é que o consumo tenha expansão de 2,8%. “O consumo deve ser o objetivo final da sociedade, como resultado do aumento da produtividade e da competitividade da economia; não deve ser entendido como alavanca principal do crescimento. Esse foi o grande equívoco dos primeiros anos desta década”, diz o texto da CNI.

Crescimento moderado

O Informe Conjuntural da CNI estima que, no curto prazo, o ritmo de crescimento da economia será moderado. Haverá melhora gradual do emprego e aumento da renda em um cenário de inflação baixa e de juros reduzidos. “Crescer mais e para além de 2018 exigirá esforço adicional na agenda de modernização e competitividade”, diz o estudo. No médio e no longo prazo, portanto, a economia será influenciada pelas eleições de 2018.

Texto: Aline Reis (com informações da Agência CNI de Notícias)
Foto:  Shutterstock
Assessoria de Comunicação da Federação das Indústrias do Distrito Federal

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