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Produção industrial do DF melhora, mas ociosidade permanece elevada

A produção da indústria brasiliense aumentou 4,1 pontos na passagem de janeiro (41,6 pontos) para fevereiro (45,7 pontos). Na comparação com fevereiro de 2017 (40,4 pontos), o indicador mostrou-se ainda melhor. O emprego e a utilização da capacidade instalada, contudo, tiveram piora em relação a janeiro. Os dados são da Sondagem Industrial do Distrito Federal, feita mensalmente pela Federação das Indústrias do Distrito federal (Fibra), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-DF) e com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Apesar da melhoria do indicador de evolução da produção, o resultado de fevereiro (45,7 pontos) ainda mostra queda da atividade industrial, uma vez que se encontra abaixo dos 50 pontos. Os indicadores variam de 0 a 100. Valores abaixo da linha divisória dos 50 pontos indicam queda.

A ociosidade do parque fabril do DF permanece alta. Em fevereiro, a utilização da capacidade instalada ficou em 57%, resultado abaixo do observado em janeiro (59%). Apesar do declínio, o percentual é maior do que o observado em fevereiro de 2017 (51%).

O emprego industrial também recuou, segundo o levantamento. O indicador de evolução do número de empregados atingiu 44 pontos no período em análise, 2,3 pontos abaixo do resultado apurado em janeiro. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve pequena melhora (41,9 pontos).

Expectativas

 Além de ouvir empresários sobre a situação atual da empresa, a Sondagem Industrial do DF traz as expectativas em relação à demanda para os seis meses seguintes, que seguem positivas (57,5 pontos), porém de forma menos intensa que na pesquisa passada (58,2 pontos). O indicador de emprego, que sinaliza a intenção de contratar, piorou e passou de expectativa de estabilidade (49,4 pontos) para queda (48,9 pontos) no curto prazo.

O industrial não se mostra confortável em expandir e em modernizar o próprio negócio. A intenção de investimentos da indústria do DF recuou 8,5 pontos em março (33,5 pontos) em relação ao mês anterior (42 pontos).

Sondagem da Construção Civil

 Após cinco anos em queda, o nível de atividade da construção civil passou da linha dos 50 pontos, ao fechar fevereiro em 52,1 pontos. Na comparação com janeiro, o crescimento é de 5,6 pontos, enquanto em relação a fevereiro de 2017 a alta é de 11 pontos. Os dados são da Sondagem da Indústria da Construção Civil do DF

A utilização da capacidade de operação do setor também subiu. Em um ano, o índice saltou de 35% para 53%, mostrando que diminuiu a ociosidade da indústria da construção. Com a melhoria da atividade e da utilização da capacidade de operação, a queda do emprego no setor foi menos intensa no mês, ficando em 45,5 pontos, contra 41,8 em janeiro.

A expectativa do empresário da construção para os próximos meses também é positiva. Há boas perspectivas quanto à realização de novos empreendimentos (59,2 pontos), assim como do nível de atividade do setor (60,6 pontos).

Texto: Suzana Leite

Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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