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Baixa demanda é obstáculo à recuperação da indústria brasiliense

A produção industrial voltou a crescer após cinco meses de desempenho negativo. A alta de 6,5 pontos de fevereiro (45,7 pontos) para março (52,2 pontos) é natural, em função do maior número de dias úteis, mas a ociosidade do parque fabril brasiliense continua alta e o emprego, em queda. A falta de demanda foi o principal entrave para a retomada do crescimento do setor no primeiro trimestre.

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Segundo a Sondagem Industrial do Distrito Federal, a utilização da capacidade instalada das empresas ficou inalterada em março – 57%. Isso quer dizer que as indústrias operaram com quase metade das máquinas, dos equipamentos e do pessoal parados. A média histórica é de 64,5%.

O emprego no setor segue em queda (44,2 pontos). O indicador abaixo da linha divisória dos 50 pontos confirma a tendência de diminuição de postos de trabalho. Desde agosto de 2017, o índice de evolução do nível de emprego é negativo.

As condições financeiras da indústria ficaram negativas no primeiro trimestre de 2018, com indicadores abaixo dos 50 pontos. Os empresários mostraram-se insatisfeitos quanto ao lucro operacional. O índice caiu para 39,8 pontos nos três primeiros meses do ano. O indicador de acesso ao crédito marcou 36,4 pontos.

Entraves

A cada três meses, a Sondagem Industrial traz também um levantamento sobre os maiores problemas do setor no DF. A maior limitação para uma recuperação mais intensa no primeiro trimestre de 2018 foi o aumento da falta de demanda local. Essa insuficiência foi expressada por 42,6% dos industriais ouvidos. No último trimestre de 2017, o percentual foi de 25%.

Em segundo lugar, aparece a preocupação com a competição desleal: 41% dos empresários responderam que seus produtos não conseguem competir com a informalidade, o contrabando e o dumping. A elevada carga tributária, que geralmente lidera esse ranking, aparece em terceiro lugar na lista de problemas (29%).

grafico sondagem principaisproblemas

Expectativas

As dificuldades enfrentadas refletem-se nas expectativas em relação aos segundo e terceiro trimestres deste ano. O cenário continua negativo quanto ao emprego. As perspectivas não sugerem novas contratações (48 pontos). A expectativa por demanda de produtos é positiva (56,7 pontos), porém menor do que a verificada em março (57,5 pontos), o que mostra que os empresários estão revendo as próprias análises.

A intenção de investimentos segue oscilando, clima de insegurança aos negócios. O índice passou de 33,5 pontos em abril para 38,7 em março.

Sondagem Industrial do Distrito Federal

É uma pesquisa de opinião empresarial feita mensalmente pela Federação das Indústrias do DF (Fibra), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Euvaldo Lodi do DF (IEL-DF), para monitorar a evolução da atividade industrial e o sentimento do empresário. Os indicadores variam de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos são negativos e, acima, positivos.

Texto: Suzana Leite 

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