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Racionamento de água serviu de aprendizado para indústria

De acordo com a terceira edição da Pesquisa Impacto do Racionamento de Água na Indústria do Distrito Federal, 70% dos empresários do setor aprenderam que é possível economizar água e ainda assim ser produtivo. Outros 14% entenderam que a escassez do recurso é inevitável e 16% disseram que os 17 meses de cortes periódicos não trouxeram aprendizado significativo. O estudo é da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-DF).

A última pesquisa da série se deu na última quinzena de maio, quando o governo já havia anunciado que, em 15 de junho, encerraria o racionamento. Para 51,72% dos industriais ouvidos, a decisão de pôr fim aos cortes foi acertada.

A amostragem é de 232 empresas – 54% delas só precisam de água para a manutenção das instalações e para uso dos trabalhadores. É o caso de indústrias de tecnologia da informação e comunicação. Os 46% restantes utilizam água no processo produtivo, a exemplo das que atuam no setor de alimentação e bebidas.

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A pesquisa anterior (janeiro de 2018) já mostrava que as indústrias brasilienses haviam se adaptado às restrições impostas pela crise hídrica e encontrado formas de diminuir o consumo. Naquele mês, 6,8% das empresas ouvidas captavam água da chuva. Agora, 11,86% responderam ter adotado a prática. Mesmo com o fim do racionamento, 70,26% dos entrevistados afirmaram que as mudanças implementadas em suas indústrias em função dos cortes serão mantidas.

Produção e faturamento

As 5.530 indústrias do DF consomem menos de 1% da água distribuída pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) – 95,9% são micro e pequenas empresas. Assim, o racionamento não afetou tanto a produção ao longo do período de um ano e cinco meses. Nas três pesquisas, mais da metade dos entrevistados disse que a produção não foi alterada: 55,3% em março de 2017, 57,7% em janeiro de 2018 e 54,74% na última pesquisa da série. Nesta, as que tiveram a produção parcialmente prejudicada somam 36,64% e as que se disseram totalmente prejudicadas, 8,62%.

Quanto ao faturamento, 70,69% das empresas que participaram da pesquisa mais recente informaram não ter sentido nenhum efeito nesse aspecto, contra 29,31% que se sentiram atingidas.

Texto: Anna Halley
Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra

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